Disseram-me.
Andava há já vinte dias
ao frio, ao vento e à fome
às escondidas da sorte
um dia fraco, outro forte
qu'o dia em que se não come
é um dia a menos pr'á morte
Um dia fraco, outro forte
(...)
E eu que falava de estradas
e só conhecia atalhos
e ela a mostrar-me caminhos
entre chaminés e orvalhos
pela manhã, sem agasalhos
voltei a rumos sozinhos
E ela a mostrar-me caminhos
E ela a mostrar-me caminhos
Andarei mais vinte dias
ao frio, ao vento e à fome
às escondidas da sorte
um dia fraco, outro forte
qu'o dia em que se não come
é um dia a menos pr'á morte
Um dia fraco, outro forte
Sérgio Godinho
E agora, espaço para um desabafo: Vai haver motivos para escrever... só espero que não voltem motivos antigos...
"É muito díficil?" Talvez seja eu que não esteja a torná-lo fácil. Não importa... Restam-me as Doce, que gentilmente me fazem sorrir, com um pé na meninice, outro na adolescência, e a cabeça perdida no mundo dos adultos. Qual Chaplin... o mundo é doido e eu a ele não pertenço...

Crédito imagem: Eu também costumava andar com o guarda-chuva a rodopiar...
"Volta no vento, por favor..." Agora não sei que vento irá soprar... Se de leste, oeste, norte, sul... Nem sei que vento pode penetrar o Jura e o Monte Branco. Mas que ele existe, existe. Haja o que houver, espero por ti. Espero que leias isto.
Adenda: As fotos ficam sempre enubladas... não sei porquê. Mas ainda bem. Saem como extensões do meu querer.