Pensava eu que regressava a Siena. Mas não. O coração da Toscânia está disperso por mil e uma villas.
Esta era apenas mais uma.
A piazza del campo continua única. E não pertence a este mundo. Sou tentado a dizer: O nosso amor também não pertence aqui. És excessivamente pragmática, excessivamente inocente.
E depois, no meio da viagem por estradas onde há 2000 anos cidadãos romanos passeavam, cruzando-se com Astérix e Obélix nas suas mil e uma aventuras, de repente, caio da minha nuvem de ilusão... Afinal, a resposta "Porque olhaste para trás?" era evidente. Estava mesmo defronte dos meus olhos.
E não pertencia a outra dimensão: Era real. Fria. Incisiva. Nada mais do que medir o tempo e espaço necessários para poderes regressar em segurança, talvez com receio de uma atitude drástica. Devias conhecer-me: não o faria. Talvez tivesses essa esperança...
Também o é (real, fria, incisiva) a espada de sonhos que me trespassa quando estou a dormir. Ou mesmo acordado. Sonho contigo, de olhos abertos ou fechados. De coração rasgado ou granítico. Sempre, sempre, de corpo e alma.