gone?

Rick: I'm sorry for asking. I forgot we said no questions.
Ilsa: Well, only one answer can take care of all our questions.

I remember every detail.

Germans wore grey, you wore blue.

- Play it once, Sam. For old times' sake.
- I don't know what you mean, Miss Ilsa.
- Play it, Sam. Play "As Time Goes By."
- Oh, I can't remember it, Miss Ilsa. I'm a little rusty on it.
- I'll hum it for you. Da-dy-da-dy-da-dum, da-dy-da-dee-da-dum...
Sing it, Sam.
- You must remember this / A kiss is still a kiss / A sigh is just a sigh / The fundamental things apply / As time goes by. / And when two lovers woo, / They still say, "I love you" / On that you can rely / No matter what the future brings-...

- Sam, I thought I told you never to play-...






Honestidade.

Steffi Graff, Wimbledon, 1995.

- Steffi, will you marry me?
- How much money do you have?


Conversas de antes 25 de Abril

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alheiras, matança do porco, maça bravo, chouriço doce, sopas de xis, torresmos, perdizes, pão pão, dióspiros com bicho, tricot, chibas, etc.

sobretudo a dicotomia mundo asséptico/sabores que nós bem conhecemos.

e, fechando mais uma página, lembrando os vales recônditos, passando um dia mais, passo a passo, aqui fica o poema para nesta noite, descansar:

Um poema

Se o monte da soalheira contasse suas histórias,
decerto publicaria extenso livro de memórias.




Yá un par d'anhos que fazírun la strada pa Miranda. Quando ampeçórun a fazer-la, andaba muita gente daqui i destes lugaricos todos al redror a trabalhar alhá: garotos, homes, mulhieres i bielhos...

Estórias

- Certo, o velho Guilherme. Diz-me, gostas de estórias de amor?
- Gosto sim. Gosto muito. Gosto das boas estórias.
- Estou disposta a contar-te uma estória de amor, quero contar-te essa estória, embora não hoje. Hoje sinto-me cansada e a minha estória talvez seja um pouco longa. Fica para outro dia.
- E o que tem essa estória a ver com a verdade?
- Tudo, minha querida. É a vida verdadeira de Faustino Manso. A demonstração de como há verdades pérfidas e mentiras benévolas. A vida não é cinzenta nem cor-de rosa


De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?



De que servem as palavras?

"- E o que faz aqui?
- Senta-se e respira. Não faz mais nada. Volta e meia bate à porta e eu deixo-a entrar. É uma espécie de fantasma, mas sem a impertinência dos fantasmas.

Encontrei-a de novo esta manhã, na praia, com os pés mergulhados na renda do mar. As mãos desenhando flores. Fiquei com a impressão de que só eu a via."

O tempo voa.

passou uma década. Não sei se já ou apenas. Passou, tão só.



E devia ter significado? Merecia falar aqui assim, sabendo eu que estou a escrever para que me leiam?

Faz sentido? Devia entender que o silêncio não existe, talvez apenas se crie a ilusão de que ele está presente?

não me recordo se o álbum falava do Berto poeta ou do Meno rock, qual o primogénito, a quem pertence cada canção. Sei apenas que tenho um bocadinho de cada um. De Trolha e de Areosa. De Estrelas e de Céu. De Rivoli e Paixão.



Saiu de casa de madrugada
Sem sequer dizer p'ra onde ia
Levou as cassestes dos doors
E alguns livros de poesia

Cantou baixinho no comboio
Ganhou uma força secreta
E nesse dia lá no bairro lembro-me eu
Falou-se da partida do berto poeta



sei que tenho um bocadinho de ti. sei que tens um bocadinho de mim.

só não sei porque é um bocadinho tanto. Talvez demais.


Império de sonhos



é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores ecstasy ou paixão
humm, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou dá-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer


O Porto é sentido. O Porto é invicto. O Porto encontra-se entre as curvas apertadas de um rio, um último esforço de um Douro em percurso sinuoso, que percorre planaltos, fragas, vinhas, minas, até se entregar a um Cabedelo sempre em mutação.

O Porto é uma terra de poetas que vivem de mais do que da sua poesia. Sophia, Garrett, Abrunhosa, Tê. São burgueses: duros, insaciáveis, conquistadores. De quebrar antes de torcer.

E são assim, os sentidos. Quem sabe o que isso é, conhece as ruelas e calçadas, da Ribeira até à Foz.


Amor e guerra.



e quem regressou
guarda a sensação
que lutou
numa guerra
sem razão



No primeiro andar mora o filho do médico. Gentil, de modos secos, completamente perdido. Agradece como se não houvesse amanhã, fala como se não existisse hoje. Como se o tempo tenha ficado suspenso.

Será da guerra do ultramar, dizem. Não sei. Não são ninguém para dizer que não é. Mas também não duvido que tenha ficado assim por amor.


Si tu as vu des nuages
Assombrir notre route
Si tu as entendu l’orage
Pendant que tu m’écoutes
J’aimerais que tu sois resté sage
Et que dans la déroute
Tu aies gardé cette image
D’un cœur qui doute


Visitas em Inglês, Francês, e mesmo Italiano. um poliglota atroz, e fico orgulhoso.

A vida continua...