Sunday, July 31, 2005

tenho de aceitar

Que as músicas que ouço, os bocadinhos de filme que vejo, não são os mesmos que tu ouves ou vês.

As pessoas que aparecem no ecrã, a voz doce que te fala enquanto sonhas acordada é outra.

Vês por outros olhos, e sentes através de outro espírito.

Eu fico parado á porta da tua futura casa, a chuva a cair impiedosamente, braços caídos, destroçado:

Only you can make this world seem right
Only you can make the darkness bright.
Only you and you alone
can thrill me like you do
and fill my heart with love for only you.

Only you can make this change in me,
for it's true, you are my destiny.
When you hold my hand,
I understand the magic that you do.

You're my dream come true,
my one and only you.

Only you can make this change in me,
for it's true, you are my destiny.
When you hold my hand,
I understand the magic that you do.

You're my dream come true,
my one and only you.

One and only you.


Pelos platters... é a mais bonita. Estou a ouvi-la: por entre a janela aberta da tua futura casa. Uma luz ténue, confortável que sai dela. Há amor, e eu tenho de aceitar...

Uma picada no coração.

E dou de caras com esta letra de uma música:

"Put your sweet lips a little closer to the phone
Let's pretend that we're together all alone.
I'll tell the man to turn the jukebox way down low.
And you can tell your friend there with you, he'll have to go.

Whisper to me, tell me do you love me true
Or is he holding you the way I do.
Though love is blind, make up your mind
I've got to know.
Should I hang up or will you tell him he'll have to go.

You can't say the words I want to hear
While you're with another man
Do you want me answer yes or no
Darlin' I will understand.

Put your sweet lips a little closer to the phone
Let's pretend that we're together all alone.
I'll tell the man to turn the jukebox way down low.
And you can tell your friend there with you, he'll have to go."



Mas não, eu não vou entender.

Também me enviaste outra música:

"Como vai você?"

A certa altura, diz a Daniela: "Eu só preciso saber, como vai você..."

A verdade é que nunca perguntaste.


E agora ainda menos desejo de o fazer tens. Custa saber que te perdi de vez. "Vem, que o tempo pode afastar nós dois/ Não deixe tanta vida para depois."

Mas tu já estás a viver, outra vida.

Não devias tê-lo feito.

Porque me mandaste aquela música que estou a ouvir, "I still believe?".

Obviamente, faço todas estas perguntas porque te sinto cada vez mais longe. Ontem um amigo disse: Demora metade do tempo que se esteve com uma pessoa para esquecê-la.

Seriam 2 anos e meio. E tomaste as providências necessárias para que demorasse todo esse tempo. Eu vou precisar de 3 anos e meio...


Não tinhas o direito...

"I still believe (...) You will return..."


Saturday, July 30, 2005

É fim de semana.

De férias. Tens tempo para amar e ser amada.

Eu leio o Harry Potter. Está a namorar com a Ginny... sinto-me muito Dean Thomas. I am not the "chosen one".


Friday, July 29, 2005

Pequenos flashes

de outros tempos:

Telefonar-te constantemente entre Marco e Junho de 2000, na minha faculdade da rua dos bragas. Pedir um telemovel emprestado, por ficar constantemente sem bateria. Sentar-me ao lado de uma das grandes pareder laterais do Edificio Central.

Agora não te telefono constantemente. Já resisto: pediste-me que te deixasse em paz, como das outras vezes, e desta vez nada digo. Mas não deixa de me atormentar a perspectiva de, em paz, fugires ainda mais depressa... Já estás tão longe...

E nada posso fazer. Porra. Nada posso fazer :(

Em todo este tempo

Que dizes ter esperado por mim, pensaste no que me dizer quando eu voltasse?

Quando me disseste, há bem pouco tempo "Quando tu me deixaste, nesse dia eu morri!", pensaste bem o que eu senti das três vezes que acabaste comigo (sim, foram 3...)??

How many?

The word 'Hurricane' is the name given to nature's strongest storm.
A hurricane occurs when high pressure and low pressure masses of air come in contact with one another.

There is often a significant difference in temperature between the two masses.
One mass is warm, while the other is cold.
The warmer air rises, and the cooler air falls.
Likewise, the low pressure area slides down the sides of the high pressure area.

They swirl in and around one another, creating the beginnings of the storm.


Hurricanes and storms are you creating? I know it is raining softly... :(

Não me consigo concentrar assim...

The colors of their eyes were fading

Collecting everything we could of theirs, we couldn't get the girls out of our minds, but they were slipping away.


Porque me parece que cada dia, cada hora que passa, estás mais longe. E que ao dar-te paz, em vez de te aproximares cada vez mais (como me aconteceu), te afastas pelas razões pelas quais eu não me afastei?

Pediste-me

Para te deixar em paz. E não deixo de pensar que pensas que se estivessemos juntos também não te poderia falar ou estar contigo neste momento... É errado. Quero falar contigo todos os dias, e fá-lo-ia. Bastava uma palavra tua.


Hoje sonhei contigo. Um sonho confuso, como o são todos os que não são sonhar acordado. Infelizmente, também nos sonhos já está a tua conviccão: Fugiste, e não me queres mais. Sim, fugiste. No último instante, porque eu voltei tarde de mais. Apenas e tão só um pouco tarde de mais.


Thursday, July 28, 2005

You never told me...

"Win, Rocky... Win!"


Or maybe you said it to me all the time, and I just couldn't hear.

:(

Não, não eras tu.

Entusiasmei-me.

Afinal, vais partir sem nada me dizer. E, de facto, não há nada para arrancar do teu coracão...

Acho que és tu

Que me veio ver uma vez mais. A mim e ás fotografias do João.

Estas fotografias (Lado a lado, nunca é tarde demais para aprender a jogar) têem uma história. Foram tiradas num dia em que a exaltacão pelo vazio estava no seu máximo, num momento em que me preparava para partir.

Neste dia, fomos á casa do chá do Siza Vieira.

Desde esse dia que tenho a paranóia de te levar lá. De tornar associar pelo menos um sítio belo do Porto a mim. Queria que tivesses ido ter comigo dia 30 de Junho por isso, e por nada mais. A foz não me pertencia, a Ribeira foi vista sempre acompanhado. Conheceste o Porto raramente pela minha mão. Pela minha mão, foi a marginal de Gaia, foi o Castelo da Feira. Mas queria que esta casa de chá, que estava tão enterrada em memórias tão antigas, ficasse associada a mim....

Ao final da tarde, o João tirou estas fotografias. Brilhantes, magníficas, eternas. Como a tua luz no meu coracão.

Não sei porque me tranquiliza que me venhas visitar. Talvez por eu não te chamar? Talvez por alimentares a minha esperanca? Se calhar, visitas-me só porque: 1. Não tens mais nada para fazer. 2. És minha amiga.

O que gostava de remexer aí dentro para arrancar a verdade!!!

Devia estar mais preocupado com outras coisas

Mas não consigo. Esperava que voltasses a ir ver o meu blog, em vez disso foste para Quiaios, ou então estás a ser Feliz. A sorrir. A delirar. A amar. Como era?

ver, ouvir, cheirar, sentir, saborear; fazer nada, fazer tudo; adormecer, dormir, acordar; ser tudo e ser coisa alguma; ir, ficar, estar; passear, viajar, voar!!!


Estás a voar... a voar... comigo eras um pássaro de asas cortadas. Tu disseste-me. Eu não quis ouvir. Nessa altura, não te lembras, voltavas para mim de hora em hora, partias no momento seguinte. Arriscaste, e ganhaste. Eu arrisquei, sem compreender que tu nada tinhas a perder: qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe que qualquer pessoa te dá o amor que eu te dei (Será? Será que não o achas especial?). E mais satisfacão (desculpa, é o que me passa pela mente). Tu nada tinhas a perder: apenas um bronco, parvo e imbecil. Eu perdi um anjo. As coisas que se arriscaram foram muito diferentes: Tu arriscaste mais um namorado, eu arrisquei a minha vida. A minha Vida.

Tudo isto são ninharias, comparando com a luta que se trava hoje algures no Porto. Tudo isto é insignificante. Mas, no meio do que penso, é disto que me lembro... Saber o quão longe já estás...

Não sei se já tinha dito isto

"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde
verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos
instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os
amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi
nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."


Mas também estou a pegar nas palavras de outros. Tem menos valor. E nem sei se me sinto bem assim. Bom, estou, estou a sentir. Não sabes, mas um dos meus tios está muito mal. E agora, por não te ter dito o que devia em Maio, por me ter exaltado uma vez mais, perdi-te, e não te posso contar. Aproveitar os dias que estás em Coimbra para conversarmos. Usar o esquema que acabei de descobrir para ligar sem pagar para portugal.

Não te perdi verdadeiramente. Apenas ando iludido com o "amor para sempre". Sim, eu acreditei nele...

É triste

Que me obrigue, diariamente, repetidamente, a verificar se me "visitas"... quase hora a hora, por vezes, minuto a minuto.

Sinto que a cada minuto do meu silêncio te perco um pouco mais. Cada momento de paz que tens, é cada momento em que procuras afastar-te cada vez mais. E sempre que me falas, em vez de resistir, evitar, não: sereno a tua consciência, reafirmo-te a minha amizade, e assim, lentamente, sem combate, vais te largando nos bracos de outro...

E esta agitacão dentro de mim que não se esvai... De estarem cada vez mais próximos, mais seguros, mais ternurentos, mais... mais, mais!


Tenho de me concentrar no trabalho. Continuo aqui. Para te aceitar como vieres.

Tentar

Encontrar-te. Algures.

Não me vieste visitar. Será que? Porque não? É perfeitamente possível, não é? Todas as noites que não passamos juntos recuperas junto a ele...

Talvez não, mas as imagens são fortes de mais. Duras de mais. Sozinha em Coimbra. Um momento de entusiasmo com os teus colegas de curso, felizes por te ver feliz. É simplesmente natural e devia aceitá-lo, não é??


Wednesday, July 27, 2005

O meu Pai não vai gostar

1 mês... Um único mês para já teres planeada a vida a longo prazo.

Neste momento, imagino que em Quiaios estejas a jogar Sims. E, perante os meus lamentos, aparece sempre a tua voz, fria e directa: "Tiveste muito tempo e muitas oportunidades. Não quiseste."

É isso que nunca te vou conseguir demonstrar: Eu queria. Tanto como tu. Mas já tens a consciência tranquila, e pouco te importa o que eu possa sentir. Tu, já não sentes.

Eu ainda quero. Mas tu não. E já planeias, já vês o futuro. E eu ainda o imagino mais rápido que tu, e imagino-te a imaginar ainda mais depressa... Quem dera serenar a minha imaginacão...

São tantas...

As músicas que fazem sonhar. Que fazem chorar. Que fazem acreditar. Que fazem desesperar. Que me imagino a cantar-te contigo a olhares-me como quando fugimos do mundo em plena queima, no carro, em que te queria tanto. Que imagino que ele te cante. São tantas, tantas, tantas.

It’s a rainy afternoon
In 1990
The big city geez it’s been 20 years-
Candy-you were so fine

Beautiful beautiful
Girl from the north
You burned my heart
With a flickering torch
I had a dream that no one else could see
You gave me love for free

Candy, candy, candy I can’t let you go
All my life you’re haunting me
I loved you so

Candy, candy, candy I can’t let you go
Life is crazy
Candy baby

Yeah, well it hurt me real bad when you left
I’m glad you got out
But I miss you
I’ve had a hole in my heart
For so long
I’ve learned to fake it and
Just smile along

Down on the street
Those men are all the same
I need a love
Not games
Not games

Candy, candy, candy I can’t let you go
All my life you’re haunting me
I loved you so
Candy, candy , candy I can’t let you go
Life is crazy
I know baby
Candy baby

Uou uou uou
Candy, candy, candy I can’t let you go
All my life you’re haunting me
I loved you so

Candy candy candy
Life is crazy
Candy baby

Candy baby,
Candy, candy


Eu sei. Não gostas, não vais esforcar-te para gostar, estás a procurar outras sensacões, outra vida, um novo rumo. Ou já o tens...

Eu fico aqui a cantar para o vazio: "Candy, candy, candy I can't let you go..." Não te posso deixar ir, quando tu já não estás comigo. Parvo, não era?!

Os perfumes...

Do passado. No meio de todos os edificios, passei num local que me transportou repentinamente ao Liceu, a Escola Secundária de Almeida Garrett. O mesmo perfume, as mesmas árvores, o mesmo cenário. O próprio toque do vento.

Até me aperceber: Todos estes sentidos remeteram-me para uma única imagem na memória: á minha espera, em frente ás escadas da cantina onde fiz a prova que me levou a Viana do Castelo, tu. Peguei em ti, na tua mão, beijei-te, e fomos passear!! Os dois, juntos... por um momento, tive-te no meu mundo, e não podia estar mais feliz... O exame correu-me bem, mas deixou de importar no momento em que te vi. Fingi que estava á espera, mas não. Não estava. Foi talvez o momento mais delicioso, o único eventualmente de certeza: estavas ali por mim. O outro, mataste-o há dias. Afinal, foi mesmo só um.

São perfumes de 5 de Julho de 1999.

Um e-mail

Da grécia.

Imediatamente, transporta-me a dois anos atrás. Era dia 7 ou 8 de Agosto, escolhi uma actividade para o dia: trekking na serra da Boa Viagem. Precisava de me ausentar do campo, de ter paz e sossego. De me aproximar de ti, sem saber sequer se estarias em Quiaios. Conversa com este, com aquele, com a Ntina. Quem me manda um e-mail agora: Simpática, tinha também feito o proficiency em Inglês. E só tu no meu pensamento. Caminhada longa, debaixo de um sol duríssimo. A certa altura, uma vista tremenda sobre Quiaios. Tu ali tão perto... escassos meses depois... Só me apetecia correr por ali abaixo, abracar-te. Mas a agitacão de todos: mais este jogo, o Fabian a falar-me da Sandra, eu a dizer-lhe que ela também gostava dele. A tratar da felicidade de outros, a virar as costas a Quiaios, de volta á Figueira.

Soubesses tu quantos momentos foram em que só esperava uma palavra tua, soubesses tu que esperava que em Setembro me tivesses confiado as palavras ditas só quando já te escapavas no comboio, logo quando me viste, e... e tenho de deixar de pensar nisso não é.??

Tudo porque recebi um mail da Grécia. Tudo apenas porque tudo me transporta até ti.

Nada me dizes.

You say we've got nothing in common
No common ground to start from
And we're falling apart
You say the world has come between us
Our lives have come between us
But I know you just don't care

And I said "What about Breakfast at Tiffany's?"
She said "I think I remember the film
And as I recall, I think we both kinda liked it"
And I said "Well, that's the one thing we've got"

I see you, the only one who knew me
But now your eyes see through me
I guess I was wrong
So what now? It's plain to see we're over
I hate when things are over
When so much is left undone


Is there anything left?? Disseste-me no nosso botânico que não sabias. Porque me parece que cada dia parece que temos menos e menos queres saber de mim? Enviei-te ontem uma encomenda com um filme de que gostaste, mas depois pensei cinco vezes, e acho que foi mal. Vai lembrar-te é com quem foste ver o filme... E enquanto apanhas uma seca monumental em Quiaios, vais pensando nele, sempre nele. E eu pertenco ao passado: "Isso foi há dois anos, isso foi há dois anos e 2 meses, isso foi há dois anos e 4 meses"... Porque não me disseste em Marco que isso tinha sido há 1 ano e 10 meses?

Rídicula esperanca que mantenho neste momento, apenas para me magoar a dobrar quando regressares de férias, forte, corajosa, e ansiosa por me encarar friamente. Afinal, já falas comigo sem que nada vibre dentro de ti, já és capaz no dia seguinte de acordar e dizer que estiveste a falar comigo, é te indiferente... :(

Em vez de me convencer

Que partiste, estou sempre a pensar que vais voltar... Se fosses justa... No lies, no sorrow...

:(


Tuesday, July 26, 2005

Surpreendente.

Acalmei. A calma que antecede a tempestade, certamente... mais violenta do que nunca, pressuponho.

Relembro os grilos, os mochos. Durante a noite, um silêncio súbito. E depois, a destruicão. Oxalá fosse rápida e indolor.

Acho que não. Mas ainda bem que também tenho duas semanas de férias. É da forma que descanso.


Monday, July 25, 2005

Cheguei a uma triste conclusao

Desde 2001 que nao namoramos. Recordo-me que ainda antes da queima ja nao namoravamos, e posteriormente, creio que nunca nos beijamos mal nos encontravamos... ate na nossa ultima noite! Dois beijinhos respeitosos, escondendo o que desejavamos. Talvez entre Junho e Setembro tenha sido um pouco diferente, mas nessa altura, tu nao acreditavas que namoravamos, e eu nao o admitia.

Estranho... Nunca termos programado nada enquanto namorados desde 2001. Ir ate a um jardim apenas para nos amarmos...

(Lembrei-me ao almoco dos dias passados no jardim da sereia :( )


Sunday, July 24, 2005

Depois da noite...

Do desalento, de te afastar mais um pouco...

It’s that time again when I lose my friends
Go walkabout, I’ve got the bends from pressure
This is a testing time when the choice is mine
Am I a fool for love or foolish with desire
You can throw him out you can spit on him
Call what he does a sin if it makes you feel better


And I can’t believe you’re all I’ll ever need
And I need to feel that you’re not holding me
And the way I feel just makes me want to scream
Come home, come home, come home
Come home, come home, come home


After thirty years I’ve become my fears
I’ve become the kind of man I always hated
I am pulled apart, and my swollen heart
Has flipped out of the pan into the fire
I am in love insane with a sense of shame
That I threw stones at the condemned and
Now I’m slated


And I don’t believe you’re all I’ll ever need
And I need to feel that you’re not holding me
And the way I feel just makes me want to scream
Come home, come home, come home
Come home, come home, come home
Come home, come home, come home


Saturday, July 23, 2005

Aqueceste-me a alma.

Já sei que és o ip 84.90.19.#. Ou suspeito, muito fortemente...

Acabas de me aquecer a alma: Foste ler o meu novo blog. Dissimuladamente, posso ir tentando mostrar-te como sou agora. Hoje.

Estou a precisar dos escuteiros... Sem ti, é a única coisa que fez algum sentido na minha vida. Coloquei-os de parte, lembrei-me hoje, por ti. Basicamente, queria viver a última réstia de paixão, e impus-te isso. Mas depois, fui enganado pelo mundo. Sem os escuteiros, fiquei perdido. Fui longe demais, e tirei de mim também a alma e os valores! Aquilo que na verdade era meu em ti.

Sabes, pensei que a Joana era uma porta aberta para voltar a esta paixão perdida. E foi. Acabou também por ser o retorno a ti. E, em Setembro, depois de me bloqueares, a perdição. Agora, acho que volto a saber qual é o caminho...

Fiquei feliz por saber que continuas a ler-me. Obrigado!

Assim, em solidão...

Com tempo para pensar, com espaço para ler, vou-me apercebendo...

Nada posso fazer:
"Espera o melhor, prepara-te para o pior, recebe o que vier." provérbio chinês

O pior já cá está. Estou a recebê-lo de peito aberto. Tenho de ver se coloco as mãos á frente para me proteger. Cada vez penso mais que nada podia ter feito de diferente: Se partiste duas vezes, podias ter partido esta terceira... Não é?

Goodbye Elena

Bem, não posso continuar a escrever só sobre ti.

"Boa tarde sr. engenheiro!
Ah, então também é português?"

há sempre mais qualquer coisa que fica por dizer...

"E estes dias serão mil anos,
nas contas da tua vida.
E esta noite será eterna,
chama que liberta o dia."


Em 2002, quando voltaste, a minha cara tinha tantas, tantas rugas.

Dizes que os teus 2 anos de sofrimento foram tremendos. Mas esqueces que vivo a vida de forma muito mais intensa... eras a calma depois da tempestade.

Acredita que 6 meses custaram bem mais. E os secretos 10 meses antes desses. Nunca te esqueças: Duas noites em que conseguiste acordar de manhã e dizer-me: não dá mais, isto tem de acabar. Sim, foste sempre capaz de dizer isso. Não queres que acredite que foi só paixão, mas tenho de começar a aceitar isso. Se me amaste, foi a espaços...

Mudanças

E ao olhar o vale profundo,
O mundo gira invertido
A vida toda num segundo
E o céu, agora é lá no fundo.


Descobri que tens um novo grupo de amigos. Pensei que não terias muito a ver com eles, mas também vejo o que se passa: As tuas amigas estão a estudar a um ritmo diferente: duas trabalham, a Inês está a concluir o curso. Já não existe a Gite. Na tuna, como me disseste todas são pequenas. Precisaste de outra maturidade, de conversas sérias, e quem melhor do que estar no meio de gente inteligente e irreverente.

O meu grupo de amigos de que te recordas são maioritariamente os que nunca chegaste a conhecer: escuteiros, fugazes, capazes de cantar em torno de uma fogueira. Lembras-te da serenata proporcionada pelos de Esgueira? Pessoas que eu conhecia, fugazmente, que ainda hoje me poriam um brilho no olhar.

Voltando: estarias sozinha sem ele. Abandonada. No momento propício para mudar. De um lado, a solidão, o continuar numa tuna na qual começas a não te rever. Do outro, mudar, talvez para o que não querias, mas crescendo.

Lembro-me de ires á minha promessa de caminheiro. Não estiveste na minha partida... (Estou a chorar... estou a conseguir chorar. Não estou a conseguir, estou simplesmente a chorar!!! A chorar! Só agora, a ouvir as músicas dos escuteiros... as músicas do ano em que te deixei... da minha partida! Eras tu que eu queria que estivesse lá! Fiz um discurso tão bonito.)

Desculpa, tive de me acalmar. A minha partida... Nunca cheguei a falar-te dela. Parti por ti. Decidi partir enquanto estava contigo. Lembro-me que em Setembro me disseste algo como "Logo agora, que tudo parecia tão bem... tens carro, não estás nos escuteiros, já (O gus está a falar comigo, já volto)..." Já nem me lembro de tudo. Mas sim, estava perfeito. Eu tentei que fosse perfeito por ti. Em Setembro, foi em Setembro que te perdi, e não sei porquê. Tinhas-me ajudado a viver o que eu mais queria precisamente sem pensar em amanhã. Um grande acampamento, no qual tive um papel essencial. Depois disso, não havia mais escuteiros, entendes? Ficava a alma, mas tinha tempo para ti... E o que mais desejei, nesse acampamento, foi que tivesses ido visitar o teu irmão. Ver-te. Nunca te disse, mas durante o acampamento estive na serra da boa-viagem, a fazer trekking. E pareceu-me tão... lar, tão familiar... Que tudo na vida se resumia a descer e ir ter contigo. Claro, ia todo divertido a falar com uma amiga grega, se me visses pensavas: Lá está ele enrolado com mais uma gaja. Não era isso, percebes? Era tudo aquilo que perdi no período em que estive bloqueado no messenger: A crença de que as relações humanas são de amizade e não de egoísmo, simplesmente carnais. Quando estás sozinho tornas-te egoísta, egocêntrico. Contigo era Homem, sozinho fui animal. Contigo era escuteiro, sozinho perdi a alma...

Bem, já não estou a chorar. Mas lembro-me agora. Fiz um discurso lindo na partida, (estou outra vez a chorar...), até recebi parabéns! Tinha estado em Covelo de Paivô com o João e o Botelho, só os três, no mesmo sítio que tinha calcorreado anos antes logo depois de te conhecer. Com uma margarida no cantil, para não se estragar... mesmo sítio onde anos antes tinha subido um monte inteiro só para ter rede e te falar, quando tu já tinhas partido para outro coração... Sabes, se te odiei algum dia, foi aí. Porque não vi razão para me deixares quando era todo eu teu... (Estou a escrever tanto hoje, acabado de acordar...) Continuando, falei de tudo que se passou durante aqueles 5 anos de caminheiro... Já viste a coincidência que foi? 5 anos de caminheiro, 5 anos contigo... E não falei de ti. E, falei dos meus pais, dos amigos, dos chefes, dos escuteiros do agrupamento, do clã universitário, do Rover2001, de tudo, tudo... E logo a seguir aos meus pais, houve um vazio. Não estavas na cadeira ao lado da minha mãe. Estúpido, não é? Foi logo a seguir a ter-te deixado... Se calhar lembras-te melhor do que eu. E sentia, naquela altura, que podias pertencer ao meu mundo de escutismo tal como a Ró... exactamente como o meu padrinho de caminheiros! Espraiando o sorriso, acompanhando-me, mas sem ter de pertencer a algo em que não acreditavas absolutamente! Enfim, delírios matinais...


Agora, encontraste o teu espaço, sinto-o. Não é perfeito, mas também não é de certeza pior que o meu mundo que conhecias: possivelmente é até bem melhor. Sentes-te acarinhada, pertença de um local. Estás entrosada. As tuas amigas aceitarão o que vier. Tu farás o máximo por isso. Então o que resta? O que me resta?

Resignar-me e aceitar...

Bem queria. Mas continuo a acreditar no amor. E continuo a não perceber, se eu nunca deixei de te amar, apenas o escondi (não percebo porquê), como me podes ter deixado de amar, se algum dia me amaste! Se, como dizes, enquanto estiveste com todos os outros, não deixaste de me ter lá dentro, então seria aceitável que pense assim??

Seria, se não fosses tão feliz. Não vou sair deste espaço ingreme, deste vale onde me coloquei: empurras-me aqui para dentro: és feliz e não me amas. Mas também me disseste "Não sei." Queres a minha amizade, precisamente para te fartares de mim. Porque sem amor, não resta nada, entendes? Sem amor, não resta nada, e tudo o que fomos juntos desaparece.

O que me disseste faz agora anos, foi simples, quando te pedi a amizade: Tens a minha amizade, mas não volto a falar contigo. Vou ter de ganhar a coragem de te dizer isso. Quando me contactares. Que não será este fim-de-semana. O fim-de-semana é para estares com ele. E eu comigo.


Friday, July 22, 2005

Seria lindo

Desencontros. Desafios. Voaste. O meu mundo em dois. Tu a dormir. A afundar-me voltavas a abracar-me.

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou gaivota e fui sereia"
ri-me de ti "então porque não voas?"
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos

A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho "olá",
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"



Mas é ilusão, tão só: nunca dirás "ainda bem que voltaste"... Se estás tão magoada, se não acreditas mais em mim...

Will you think

Of times you told me...

A Norah Jones. Ainda não te pertence. Tenho de comecar a juntar todos os bocados que não te pertencem, para cumprir os teus desejos.

Mas, dou de caras com isto...

"My poor heart, it's been so dark since you been gone
After all, you're the one who turns me off
You're the only one who can turn me back on "

Acho que vou ser capaz de mais coisas do que tu. Não vou ficar á espera. Como disseste, tenho de deixar de me portar como crianca. Pior. Tu não vais entender porquê. Acho que nem eu próprio entendo. Mas não posso enlouquecer.

Há bocado.

Estava a pensar que se morresse era mais simples. Depois a Marta ligou, e pensei, estou a ser estúpido.


Agora estou a ouvir "One" e a pensar que não estava a ser estúpido. Sou estúpido. De facto, tenho de encarar a realidade, não é? Tu quiseste-me todos estes 7 anos, e só agora partiste. Eu, pelas minhas atitudes, só te quis de tempos a tempos.

O que acabo de dizer tem um bocadinho de ironia falhada: é apenas amargura mal-dissimulada. Porque sei que é a verdade. E por isso choro agora, que não está cá ninguém no escritório...

"Did I ask too much, more than a lot
You gave me nothing now it's all I got
We're one but we're not the same
Well, we hurt each other then we do it again

You say love is a temple, love a higher law
Love is a temple, love the higher law
You ask me to enter but then you make me crawl
And I can't be holding on to what you got
When all you got is hurt"


Eras tu. E eu nunca te mostrei que te amava...

Bye.

E, agora que as recordacoes v6ema conta-gotas...

Lembro-me da histeria: "Não digas o nome dela!!!!!!"

Berravas a todos os pulmões. Alguém que nem amava. Castiguei-te mais do que devia. Levei o desespero para lá do que devia :(

Ah! E não foram 3: Foram 4. 4 raparigas que beijei em todo este tempo. E sim, uma na passagem de ano. Deste ano. Uma semana depois de ter ido a Coimbra para me dizeres que só estavas comigo porque não ias estar com outro.

Sinceramente, porque não ficaste com o outro? Custou-me na altura saber, mas aceitei. Eu estava longe. Porquê só tanto tempo depois, quando eu a ti regressava?

Esta pergunta ficará nos meus lábios até os selares com um beijo.

Ainda gostas de mim

É por isso que não te deixo em paz.

Mas estou a ser arrogante. E, principalmente, a desvalorizar o que estás a viver. Que é bem mais forte do que eu pensava.

"some are not worth the cost..." Matei o teu amor por mim. Porque não me disseste isso em Maio?

:(

Odeio-me

Por continuar a vasculhar o que não devo. Pedi-te que ele não lesse o meu blog, mas não resisti a ver o que ele escrevia. Não sei porquê. Até que á tarde descobri. É para saber o que lhe dizes.

"Sometimes the deluxe version isn't worth the cost". Ai, o que eu desejava conseguir penetrar os teus olhos, a tua boca, o teu coracão, para perceber!

Se escrevias para mim, se escrevias para o acalmar, se, se, se! (Fiquei tão contente por á tarde voltares a ir ver o meu blogue e do joão... Será que te chamou a atencão?) E quem era o deluxe?

Bem, vou tentar não me questionar... estou prestes a endoidecer. O fim-de-semana vai ser de novo de sofrimento: vais estar 48h com ele, eu vou estar 48h a pensar no que sentes...

As palavras que nunca me dirás

Clementine: I wish you had stayed.
Joel: I wish I had stayed too. I swear to god I wish I had stayed. I wish I had done a lot of things. I wish... I wish I had stayed.
[Walking out]
Clementine: Joel? What if you stayed this time?
Joel: I walked out.
Clementine: Come back and make up a good-bye at least. Pretend we had one.

Podes dizer que esperaste dois anos. E é a verdade. Esperaste. Não foste capaz de vir ter comigo. Não percebo é porque é que nesse caso não és capaz de perdoar o momento em que te deixei. Se não pudesses perdoar, então não devias ter esperado.

Mas nunca me pediste para ficar desta vez. Foste tão clara como eu ao longo de dois anos. E agora és feliz. Dizes.

Estivemos a falar.

As nossas conversas são invariavelmente iguais.

Falta-nos um beijo. Tens razão. Há 2 anos que não te beijo. Tudo por delicadeza, tudo por cortesia, tudo por achar que não seria justo. Tudo por causa da moral, e dos valores. Não por falta de desejo.

O que me mete pena é que em ti nunca o desejo se sobrepôs á vontade. Dessa forma, nunca sei se tudo o que me dizias era mesmo verdade.

Afinal?

O que queres dizer com "Afinal?"

Não compreendi... ia deixar-te a sugestão para ouvires Adriana Calcanhoto, mas optei por apagar os comentários.

Possivelmente, mudaste o teu blogue. Para onde, não sei.

Enterro-me cada vez mais...

Acrescentei qualquer coisa sobre o arriscar. Mas duvido que vás compreender... Duvido que sequer me tentes ouvir... ou ler.

Quase que não resistia...

A deixar-te isto como comentário:

"Porquê? Só me pergunto porquê? E se não me tivesse cruzado com a resposta perfeita, deixava-te em paz...

Meu bem qualquer instante
que eu fico sem te ver
aumenta a saudade
que eu sinto de você
Então eu corro demais
sofro demais
corro demais só pra te ver meu bem

E você ainda me pede
para não correr assim
meu bem eu não suporto mais
você longe de mim

Por isso eu corro demais
sofro demais
corro demais
só pra te ver meu bem

Se você está ao meu lado eu só ando devagar
Esqueco até de tudo, não vejo o tempo passar
Mas se chega a hora de pra casa te levar
Corro pra depressa outro dia ver chegar

Então eu corro demais
sofro demais
corro demais
só pra te ver meu bem

Se você vivesse sempre ao meu lado
Eu não teria
motivo pra correr
e devagar eu andaria

eu não corria mais
Agora corro demais
corro demais
Só pra te ver meu bem...
"


Mas pediste-me para pensar nas consequências dos meus actos... que não sei quais são. Mas que era a resposta que merecias, era... "Se você vivesse sempre ao meu lado / Eu não teria / motivo pra correr e devagar eu andaria / eu não corria mais."

E não te posso dizer tudo isto...

O último "amo-te" que me disseste.

Naquela estacão.

"E o meu coracao embora,
finga fazer mil viagens,
fica batendo, parado,
naquela estacão."



Acho que vou eliminar todos os posts grandes. Estes querem dizer muito mais que tudo o resto... A Adriana Calcanhoto é a minha grande companhia nestas horas. A Cristina, que acabou por namorar com o "Manuel do Porto" (Não há coincidências, não é?), mandou-me em tempos duas ou três músicas que acompanharam a minha dôr antes de ir para Roma, me fizeram terminar com forca os exames no ano de 2000, esquecer que me tinhas acordado e ficado a olhar para mim com aquela frieza, dizendo: "Isto não vai voltar a acontecer", depois da noite mais magnífica que algum dia me tinhas dado até então, em que cedeste, em que deixaste todo esse teu amor explodir...

Quando, em Marco de 2003 me disseste: "Não podemos voltar a fazer isto..." explodi, caiu-me o coracão, lembrei-me dessa noite, lembrei-me de quando estiveste em minha casa numa longíqua Páscoa, e disseste exactamente o mesmo, obrigando-me a ouvir Mafalda Veiga. A primeira noite que dormimos juntos, do príncipio ao fim, sem ninguém ao nosso redor... E disse para mim mesmo: "Outra vez não!" E não quis sequer perceber o que estavas a sofrer, ceguei. E foi isso. Se nunca te disse, foi isto e nada mais. Tu morreste, eu estava cego, e não quis ver. Até que há dias vi o Rocky. Um filme tão bruto, tão pouco sensível, tão sem sentido, com maus actores, com uma história intragável. Mas ele, a meio da luta, pede para lhe abrirem as pálpebras. Ele não queria perder a luta. Mesmo cego, veria. Eu não fui capaz de te pedir isto. E agora, que já via, espetaste-me agulhas nos globos oculares.

Olha, acabam de mandar a letra de uma música.

Não a conheco. Mas acho que devias ler a letra. A música também deve ser bonita.

Telepatia - Lara Li

Telepatia
Silêncio, Calma
Feitiçaria
Da tua alma
Passo a passo
Sem ter medo
Abrimos, soltamos
O nosso segredo

E a sorrir
Devoramos o mundo
Num abraço
Tão profundo

Telepatia
Sem contratempo
Deixei-te um dia
Num desalento
E eu sonhava
Existia
Pra sempre, pra sempre
Foi pura poesia

Sem pensar
Não vi, que passavas
Pelo meu corpo
Não ficavas

Telepatia

E a sorrir
Devoramos o mundo
Num abraço
Tão profundo

Telepatia
Silêncio, Calma
Feitiçaria
Da tua alma

Telepatia...


Gostava tanto que o sonho de hoje tivesse sido telepatia... Escrevi-to no diário.

As consequências dos meus actos.

Gostava de saber quais são.

Já sei que me avisaste, mas sinceramente, achas que és justa? Porque não me dizes quais são? Por exemplo: "Agora, por me teres dito que ias esperar, lutar, me perguntares se ainda havia hipótese, só por perguntares, agora amo-o, e já não tens hipótese!"

É isto? Não achas absurdo?

É assim tão absurdo amar-te, sentir-me totalmente á nora, e ver os meus posts apagados? Afinal, preocupas-te mais com o que eu faco ou com o que estás a viver?

E se te preocupa tanto que eu possa dizer-te palavras de amor, porque és injusta ao ponto de as recusar? Porque me negas com tanta veemência, se dizias em Maio que não? Porque continuas a visitar os meus blogs?

Por eu te ter dito duas palavras de amor, logo depois de ter visto as vossas juras ao longo de dois meses, acabou tudo o que sentes? Disseste-me que tudo era passado, tudo pertencia há dois anos atrás. Então, porque te incomodo? E porque és tão fria, em vez de compreensiva? És compreensiva com toda a gente, preferes guardar para ti em vez de lhes dizer o quanto estás a sofrer. Porque fazes isto comigo? Não me estou a queixar... Estou a dizer para pensares. E concluires.

Concluires.

Eu já sabia

Fiz asneira.

Pronto, que queres que diga/faca... Soubesses tu o sonho que tive hoje (irás saber mais tarde, um dia mais tarde), e não escreverias o que escreveste.

Gostava que dissesses qual a consequência dos meus actos. E se foi assim tão grave. E se é assim, então porque lhe disseste qual o endereco do meu blog? Sim, porque duvido que ele o descobrisse assim por acaso... felizmente no blog conjunto com o João consegui fugir.

Pronto, fiz asneira, acabou, finito. Não dás valor ao sacríficio que estou a fazer de não te falar, de nada te dizer.

De rajada, escrevi este mail. Estou a chorar. Todo eu menos os meus olhos. Não tenho água. Sequei durante a noite. E sequei hoje de manhã.

Não vi que tinhas colocado um post e apagado os meus comentários. Fiquei a saber o valor que tiveram para ti. Desculpa o mail anterior, podes pensar que o mandei hipocritamente, mas reagi logo, mal vi a tua mensagem.

Vou dizer-te porque é que os descobri. Sei que sou paranóico, e que o que te vou dizer é muito, muito estúpido. Não gostas de ser perseguida, sentes-te tocada no teu espaco. Pois bem, mantenho o controlo de quem acede aos meus blogs. Alguém proveniente da universidade de Coimbra, departamento de física, tem feito dois a três acessos por dia aos meus blogs. Não sei se és tu, e se foste tu quem andou a descobrir o nome de um novo blog que não te tinha dado. Mas isso agita-me, e se precisas de viver em paz, eu também queria estar em paz.

Vou perguntar-te uma única vez: estás a aceder aos meus blogues a partir de computadores localizados em fis.uc.pt? Deste o url do esteiros a alguém que aceda a partir desta localizacão?

Não quero estar a chatear-te, mas se fiz todo o caminho para descobrir onde estavas a escrever, foi por me ter sentido perseguido. Tive de mudar uma vez mais o nome do blogue conjunto com o João para o esconder. E só o escondo para me proteger. A mim, e a ti.


Ontem tive uma longa conversa com alguém que me disse (já depois de ter deixado os comentários no teu blog), que também eu precisava de paz. Se tivesse ouvido antes isto, não tinha feito nada. Disse-me que tinha de conseguir dissociar duas questões fundamentais: O que é raiva, por te ter perdido, por tudo o que estava a planear cair por terra repentinamente, e o que é medo, de te perder para o futuro. Disse-me que devia distinguir os dois e explorar bem o medo, que no fundo é o que é que eu quero para o futuro.

O grande problema é que nem leste o que eu te disse nos comentários, que não foram escritos com raiva, bem pelo contrário, nem ouviste o que eu te tenho dito. Estás a ser injusta comigo quando dizes que não tenho direito de te dizer seja o que for.




Chegado aqui parei. Se não tenho o direito de incomodar, para quê estar a obrigar-te a responder-me???

Mas não entendo, sinceramente.

"You have no right to ask me how I feel?" Mas que é isto?? Eu não tenho o direito de perguntar?? Queres esconder-te até quando? Sabes, lá por tu não teres perguntado, (na tua perspectiva, por respeito), não quer dizer que eu não tenha suplicado que o perguntasses vezes sem conta, para me obirgar a pensar nisso mais cedo, e não com subtileza...

"You have no right to speak to me so kind?" Queres quê? Que seja bruto? Que te dê todas as razões para fugires, que me apresente a ti com uma máscara? "Olá, sou o Bernardo Monteiro, curto muito motas, e gosto de gajas fixes, man!" "Ya men, eu sou assim, não vês a minha nova personalidade.". Não Ana Margarida, se te digo essas palavras, é porque não sei falar para ti de outro modo. Mesmo por trás das vezes em que te berrei, de todas as vezes em que explodi, estava só amor, e nunca frieza, entendes? E recordo-te, e é bom que recordes, para abono da verdade: Eu tentei sempre nunca ser frio contigo ao longo de dois anos. Lembras-te de perguntar a receita da corôa de atum? É óbvio que era só por causa da receita. Lembras-te como respondeste??? Alguma vez , quando eu te perguntei "Está tudo bem?" tu me perguntaste "está, *e contigo?*"

"I can’t go on just holding on to time" Ninguém te pediu tempo. Nem quando te enviei o mail que te mostrou o que eu estava a sentir. Tu NÃO tens o direito de me dizer esta frase, porque eu não te pedi tempo. Eu disse-te que tenho de esperar. EU. PORQUE TU NÃO ME QUERES! E nunca te perguntei "quanto tempo precisas". E só queria, na minha ilusão, que fosse 0. Que voltasses para mim como sugeriste: "Por mim, e não pela tua pressão".

"Now that we’re living separate lives" Now? Desde quando? Quer dizer que se tivesse dito isto em Maio de 2003, estavamos a viver vidas separadas? Ou só comecamos a viver vidas separadas a partir do momento em que não quiseste voltar para mim? Olha, vou-te dizer: Eu não estou a viver vida absolutamente NENHUMA! Percebes? Eu não tenho vida própria neste momento senão pensar a cada segundo em ti. Não trabalho, não durmo, não como. E se isto te parece exagero, devias então ter passado o mesmo no passado!!! Se o tivesses passado, não hesitavas agora um momento...


Gosto dessa frieza, que depois entre duas lágrimas dizes que não tens:
"Porque é que as pessoas não reflectem bem nas consequências dos seus actos? Afinal há coisas na vida que não devemos arriscar." Tens razão. Mas há outras que devem ser arriscadas. Falhei nos momentos. E quando leres isto, se leres isto, recorda-te bem o quanto eu pensei nas consequências dos meus actos. Olha para tudo o que já escrevi. E pensa bem se eu reflicto ou não na consequência dos meus actos. Apetecia-me só despejar-te tudo isto. Apetecia-me só abrir o esteiros por uns segundos. Para que visses o icebergue debaixo deste bocadinho de gelo que flutua e que tanto te agita.


Se calhar agita-te por ser pouco? Por pensares que não estou a pensar em ti??

Estou a pensar se te mando um mail e abro o esteiros por segundos ou não... bem que me apetecia. Se calhar vou fazê-lo. Ou então não. No fundo pediste-me paz. Caramba, uma coisa tão pequena, tão rídicula não te dá paz? Está a custar-te vê-lo sofrer, é isso?


Thursday, July 21, 2005

Que giro...

Acho que ias gostar de conhecer pelo menos uma pessoa das minhas relacoes por ca... O Nuno Elias, que mora comigo e e como eu... E a giulia, a namorada dele.

Agora tropecei no blog dele: http://0teorias.blogspot.com. E fiquei abismado... diz ele:

"Os blogs servem para as pessoas frustradas"... Sera isso? Apenas uma enorme frustracao que me leva a escrever aqui? (tem mais duas ou tres teorias interessantes... e agora estou a sugerir-lhe mais algumas :))

Vou tomar banho, dormir, e pensar nisto... :) Dormir! Acho que e uma das coisas que me podera acalmar... Bem como tomar banho.

E, claro, ler Laura Esquivel. "O Fogo e o Vento". Estou a gostar. Um capitulo por dia, e tiro as notas para te enviar futuramente... juntamente com o diario. Que vou tentar que seja apenas um sumario de todos os meus dias ate 9 de Setembro.

Beijinho, boa noite. Dorme bem, na paz dos anjos... (E de novo se aperta o coracao... com raiva do presente. A unica voz que iras ouvir e a dele...)

Vim a correr para casa.

Logo depois de jogar voley, depois de jantar, e quase chorar em frente aos amigos... Sim, ainda nao derramei uma lagrima, como ja te expliquei. Hoje estavam a falar de comida, e logo um tinha de lembrar o pure com atum. Que era muito bom, que tinha ficado surpreendido. Nao consegui comer o resto da unica coxa de frango. Ja consegui dormir, o grande objectivo amanha e conseguir comer... (Ja reparaste que estou sem acentos.) Passo a passo, tento recuperar o ritmo normal. Deram-me qualquer coisa para fazer no trabalho, mas ainda tenho de conseguir escrever o relatorio. Uma semana a procurar-te desesperadamente... Uma semana de produtividade nula. Isto tem de acabar.

Nao sei porque vim a correr para casa. Acho que te queria ver. Que me visses. Que tivesses escrito qualquer coisa no teu blog. Nao sei, que desses sinal de vida. Preciso tanto que me digas algo. A Cristiana hoje foi a primeira pessoa a quem contei tudo (bem, quase tudo). Disse que se tu nao querias tanto pior. Acho que foi so para me animar. E de qualquer forma, pouco me importa o que dizem os outros... Eu quero-te: viver contigo, amar-te.

Sabes, acabei de receber um mail de uma empresa de Aveiro. Querem falar comigo, e ligado ao sector de aero-espacial. Se tu quisesses... E Aveiro era tao bom! Acabamos por nunca ir la visitar, ficava a meio caminho entre Porto e Coimbra, quase se podia fazer todos os dias a viagem, de comboio... Bem, se dissociar, e por estes pensamentos que estou assim: Por ter medo que nunca se venha a concretizar! Os outros sentimentos, de raiva, apenas me fazem escrever-te loucamente. Nessas alturas, nao tenho forcas.

A Marta propos-me ir dancar salsa. E eu vou. Dancar, apenas e tao so, esquecer-te. E desejar que pudesse, em vez de dancar, estar contigo, beijar-te, amar-te... Apetecia-me, apetecia-me tanto, fazer asneiras so para me vingar... Mas nesse momento, qual seria a tua reaccao? Creio que nao irias nunca compreender. Como te posso amar, e ao mesmo tempo estar com ela... Tambem me pergunto, e uma vez mais, caio na realidade. Ouco-te dizer: "Eu amei-te. Foste tu que me deixaste. Isso foi ha dois anos, nao te quero mais." De resto, nao tenho hipotese. Gracas a mim, o filho dos teus sogros esta sofrego. Continua a tentar ver o meu blogue todos os dias, 4 vezes por dia. Soubesse ele que faco refresh ao teu de 10 em 10 minutos, ou visse ele o que te escrevo aqui, e... E tu tens pena dele, eu sei que tens! Ele diz-te que nao tem a certeza se o amas, e acreditas nele, e dizes-lhe isso repetidas vezes!!! E pronto, ja estou com os pensamentos de raiva... pelo presente. Medo, pelo futuro. E odio, a mim, pelo passado. E isto:

Raiva pelo presente, medo pelo futuro. Odiar-me pelo passado.

Tens um erro

No primeiro post que escreveste (embora me pareca que não foste tu que o escreveste, não sei bem porquê...)

E não o corriges. Se calhar, não estás assim tão interessada em vê-lo. Se calhar não vais sequer ver os comentários que te deixei. Preferia saber-te em Quiaios, com os teus pais, sem acesso á net. Mas sei que só esperas o fim-de-semana para ir passear com ele. Dói. Porque me dizes que estás bem, muito bem.

E, agora reflectindo, porque dói? Por causa da raiva de não estares em vez disso junto de mim, ou porque queria estar junto de ti? Se estivesses em Quiaios, sozinha doia-me? Sim, doía-me. Se nada me dissesses, por quereres estar longe. Mas assim, dói a dobrar: Não estás junto de mim, e não tenho esperancas que venhas a estar. Porque namoras, e para ti, o namoro é sagrado. Nem sei bem como ou quando acabaste com o Rui, mas desta vez será mais díficil. E sendo tu um lírio (sim, Margarida, um lírio), sei que não terás a forca para tal... Porque já não me amas.

E eu, tenho de fazer com que não me doa...

Ah, e o medo...

Esqueci-me disso... O medo!

A pressão no peito, e do coracão sobre o estômago não é para preencher vazios. É o medo.

E se é medo, não é raiva. Quando sinto raiva por te ter perdido, parece que o coracão explode. Quando sinto medo de te perder de vez, parece que o coracão é esmagado.

Pudera isto ser ao ritmo cardíaco, e não o sentia. Mas os socos, compressões e distensões são tão lentas... levam tanto, tanto tempo a processar.

Mas sim, sou um caguinchas. O medo também te faz não me querer. Já sei! E nem te importa que eu tenha mudado...

Preciso de assentar ideias

Mas elas estão já bem assentes. Levei 2 anos para o fazer. Agora não volto atrás.

A diferenca entre mim e ti, é que eu nunca comecei a assentar ideias, e quando comecei a assentá-las, dirigi-me a ti. Podes ter interpretado de forma diferente (a nossa relacão está cheia de interpretacões e mal-entendidos), mas dirigi-me arrependido. A balbuciar desculpas, que toda a gente diz que não tinha de dar.

Pediste-me tempo para descobrir amor: para assentar. Ao ínicio da tarde, trespassaste-me: Já falaste de amor com ele. Se te der tempo assentas, se não te der, voas. Nada posso fazer.

Outra diferenca entre mim e ti: A mim não me importa que toda a gente diga o que tenho de fazer... Só tu o sabes, e estou perdido quando não o sabes, ou quando tenho de ser eu a decidir (talvez outra razão para não gostares de mim). A ti sim. Importa-te que digam que "vais fazê-lo sofrer". Aos outros. Comigo, já o sabes. E fazes-me sofrer na mesma.

A poeira tem de assentar em mim. Comecei a tentar. Desde que vim de Portugal. Falhei, 3 vezes até agora: Duas conversas exaltadas no messenger (Domingo e Quarta), um post no teu blog. Mas já lá vão alguns dias, e se comparares com o passado, não está nada mal...

Bem, vou distrair-me. Jogar voley. Aproveitar uma churrascada. Continuar a tentar assentar. Afinal, hoje esteve um dia de primavera, não trovejou, e consegui dormir alguma coisa... Afinal, amanhã, é outro dia! (Nunca gostei do final de "E tudo o vento levou!")

Tens a certeza?

"Porque é que estás a agir assim? Eu acho que estás com raiva por ter sido contrariado nos teus planos. Tens de separar as coisas. Deixar a poeira assentar. E daqui a umas semanas, vês como estás... Não é o fim do mundo!"

Pois, devia conseguir, e acho que é o que devo fazer. Sempre que tiver o tal peso no peito, vou lembrar-me que prometi a mim mesmo não chatear até Setembro, e estas palavras da Cristiana.

"Oh pá, eu não sei como era a vossa relacão amorosamente..."
"Era lindo!"
"... mas qualquer coisa e tal (risos incontroláveis). Agora esqueci-me o que ia dizer. Tão bonito! :)"

Afinal não trovejou. O dia foi pleno, excepto de trabalho. Descobertas a mais, pensamentos demasiados. E ao final da tarde, compreendi o que é isso de 'experiência de vida'. Uns aninhos a mais já permitem que a Cristiana diga: ela é ainda muito nova. Acho que me disseste exactamente o mesmo, e eu não quis ouvir. "Tens a certeza? Era melhor dissociar o que sentes desse sentimento de contrariedade... Senão não vais saber o que queres mesmo."


Pensei que era a Inês que me ia dizer isto: "Why do you want her so badly?" Afinal, nem tudo na vida é como nos filmes.

Piadas.

Ouvi das melhores piadas que alguma vez ouvi da boca de uma física... Ia metê-las na novocaine, mas lembrei-me que não quero falar-te dele. Falo-te dele aqui, e já falei demais. Como disseste, tens de amar-me pelo que eu sou, não pelo que eu te forcar, e por comparacão. Embora, não me importasse muito que fosse por comparacao, por para ti, ser a pessoa de quem mais gostas, porque todos os outros têm os defeitos de que não gostas...


Aqui ficam as anedotas, para eu também descomprimir:

"Two atoms are walking in the street, when one of them stops and says:
- 'hey, wait! I lost an electron!'
- 'are you sure?'
- 'Yes, I'm positive!'
"
:)

As outras são matemáticas, ficam para descomprimir mais tarde. Vou tomar café com a Cristiana, a tal que te pode confirmar que já em Marco eu dizia que não queria mais ninguém...

Á procura de um poema de Sophia,

Encontrei este. Era isto que te queria dizer em Maio. Recomeca. Comigo. Com passos firmes. Sem angústia, sem pressa.


"Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade."

Miguel Torga


Tu tiveste pressa. E deste-me a angústia. E ficamos com o fruto do nosso amor pela metade.

Too much, too soon, para chegar á ponte. E agora, em vez de atravessarmos lentamente, preferiste ir de comboio: "e o meu coração embora / finja fazer mil viagens / fica batendo parado naquelaE eu fiquei parado naquela estacão"


PS: Gostei tanto deste post que vou colocar um igual no blog com o joão. Pode ser que o leias mais cedo. Nem sei para quê. Só se for para te perder mais um pouco.

Apetece-me

Ir para o teu blog e desbobinar a longa corda que liga o teu coracão ao meu.

O problema é que desbobinando, ficas cada vez mais longe. Como a tentas esticar, ela pode partir.

Tenho de desbobinar em segredo, para não a puxares, senão ela volta a partir no momento a seguir.

O que sentirás quando leres o que te deixei? Já pensei apagar os comentários... Ou será que já leste e me estás a ignorar?

Será que estás tão farta de mim? Neste momento que me lês, estás, de certeza... Dificilmente me lês.

A minha produtividade, hoje.

~25 posts até ao momento...

Consequências nos teus sentimentos por mim (a posteriori, algures em Setembro) : 0.

Na minha rotina de blogs diários evito os da esquerda. Apetece-me deitar as mãos ao pescoco por algumas barbaridades que se dizem. A alguns da direita idem-aspas. Cada vez fico mais apolítico.

Apocalíptico. Apopeléxico. As veias ainda me rebentam, de tanto pensar em ti. Nestes dias, acho que estou a matar muitos neurónios por dia, só de tanto pensar :(

Tu és mais inteligente que eu.

Penso que deixaste de vir ao meu blog.

Eu faco refresh ao teu de 10 em 10 minutos.

Mais ou menos o tempo de escrever um destes posts.

Vir até cá

Este post era originalmente para falar dele, uma vez mais. Perguntar-te se já descobriste um fruto para ele, no meu tempo pareciam quase todos ocupados.

Só penso, e remoo... Porque não vens cá? Estás de férias, era só apanhar o avião :(( Acabei de ver bilhetes no leilão para a minha mãe, podia estar a ver para ti!! Ai... dói tanto.

Culpa minha, bem o sei, e não me canso de o atirar contra a minha cara. Mas por mais que tente meter na cabeca que ao longo de um ano e meio não sabia que te queria (a partir de Setembro, as coisas mudaram bastante, e não, não foi por ficares em silêncio), não consigo aceitar que tenhas partido no último momento.

E engrandece-me a raiva, sabes: a toda a gente aqui, e vou agora tomar café com uma amiga a quem disse isto mesmo antes de ir aí na Páscoa, disse que estava a voltar para ti. Que desta vez seria com ponderacão, calma. E apercebo-me que fui egoísta, convencido, pouco humilde. Arrogante. Pensei que seria estalar os dedos. Em vez disso, fugiste para sempre. Ás vezes penso que é para eu aprender, se ainda não o tinha feito. Outras vezes penso que é uma licão para a vida. E isso não consigo meter dentro de mim. Que é para a vida, por não voltares.

Daqui a pouco estouro com o blog, pela quantidade de posts, estouro contigo, se ainda me estiveres a ler, juntamente com todos os posts do momento em que isto for publicado, e estouro com as minhas pretensões de trabalho... A minha equipa só me vê a escrever, escrever, escrever... no blogger. :(

Não sei quanto tempo mais

Resistirei... preciso demasiado de ti. De extropiar até ao mais profundo da tua alma e saber se foste sincera quando disseste "foi há dois anos! As coisas mudam."

Tu tiveste possivelmente medo de o descobrir. Podias (devias) ter tentado.

Mandaste toques quando eu estava na Alemanha, incógnitos. Não sabia de quem eram. Eram incógnitos. Estavam ocultos. Não vinham assinados. Completamente perdidos.

E eu, que te queria ali, ao meu lado, em casa do Donati. A provar o melhor tiramísu que já provei. A conversar com os italianos mais simpáticos que já conheci... A ouvir a Francesca dizer: "Antes de nos casarmos, precisava de sentir o Alessandro dentro de mim. Eu já sabia que era com ele que me queria casar." Gostava que estivesses ali ao lado, para cair de joelhos e dizer:

"I am sorry."

Sim, porque tu és, de todas as mulheres da minha vida, a única para quem fiz cassetes. Para quem escolhi músicas, para quem passei horas a seleccionar momentos para pensares em mim. Só queria saber se em algum momento ainda pensas em mim...

Se o deixares

E ele fizer o que eu estou a fazer, a perseguir-te tão ao de leve, ou mesmo se te perseguir de forma sôfrega, voltas para ele? Serás capaz de lhe impôr a distância que me impões?


E cada vez que digo isto, só me recordo de te ouvir dizer: "Estou bem. Estou muito bem." Aquele ar decidido, seguro, que me dizes em segredo que não te é característico, que esconde seguranca. Não sei se acredite no que dizes, no que me dizes, ou no que eu penso.

Eu penso que a tua alma secreta sabe o que quer... E que a exteriorizas sem pensar. Estás bem e queres estar bem. E não acreditas que eu te faca sentir bem. Nem uma oportunidade me dás. Sim, não me deste qualquer oportunidade, ficaste simplesmente á espera que eu a pedisse... Por namorares, não arriscas a vir visitar-me nas férias. Terias logo de "tentar compôr as coisas".

Vive lá em paz... O meu espírito muda dentro de 15 minutos... outra vez.

Queria acreditar

Que a fotografia do teu blog sobre a alma secreta correspondesse ao teu estado de espírito... Se reparares, quase nunca fomos felizes durante o verão. Mas o outono e o inverno foram sempre momentos reconfortantes para nós...

Tiraste a fotografia por trás de uma janela. A chuva a escorrer. Conseguiste uma definicao excelente, não podias ir em movimento?

Queria que me dissesses tudo sobre a fotografia. Queria que me dissesses tudo sobre estes dois últimos anos. Queria que me dissesses tudo sobre os últimos 2 meses. 21 de Maio... (O que se terá passado?) De preferência, a abracar-me, como te fiz em Quiaios, no quarto do teu irmão. Explicar tudo com carinho, com amor, para que não doa. E depois, no final dar um beijo lânguido, perfeito... E ficarmos assim, a dormir, cansados, extenuados de tudo o que passou. E acordar com o sol, de manhã, frescos. Ou acordares-me depois do banho, cabelos molhados. Sabes, é outra das coisas de que tenho imensas saudades! Depois de tomares banho, acho que é por ficares relaxada, ficas tão fresca, tão leve, tão bela! Ganhas um sorriso de conforto, de perfeicão face ao que te rodeia...

A saudade, a par da ausência, mata-me... lembras-te? Do que escrevi neste blog?

"Num deserto sem água,
numa noite sem lua,
numa terra nua,
por maior que seja o desespero,
nenhuma ausência é mais profunda que a tua..."

No novocainesoul

O novo blog, vou colocando pequenas pérolas que descobrirei para ti mais breve do que estes devaneios.

Fui dar uma volta, não aguentava as descobertas que acabei de fazer. O céu estava aqui por cima limpo, mas nuvens tremendas rodeiam Genéve. Não via o Monte Branco. Mas via as margaridas... bella e perenes.

O meu avô é que costumava falar em árvores de folha perene e caduca. Dizia que agora, na escola, não aprendemos o que se aprendia antigamente. "Agora". Agora, já há bem mais de dois anos. "Agora" quando ainda não te conhecia.

Lembrei-me que ele faz escalada. Deve ter um físico invejável, deve-te consolar, enquanto eu apenas tenho a minha vontade de melhorar para te oferecer... Se te aninhavas nos meus peitos, deves adorar encostar-te aos dele.

Merda. Ele não me interessa. Interessas-me tu. Tu, que és bela, que sorris como ninguém. Já terá ele ouvido o teu "Não...". Saberá ele reconhecer quando queres dizer "NÃO!"? Já encontrou os teus ouvidos, o teu pescoco, os meus bracos? O teu toque de pele, o teu tremor? O teu ardor?

O teu cuidado na cozinha, a tua delicada sensibilidade? A tua irritacão pelas injusticas, a tua indignacão com a estupidez? O teu riso brilhante quando explodes de alegria? A tua voz docinha, escondida, meiguinha, quando nervosa e tímida?

Não sei se deva esperar que não e iludir-me, ou saber que lhe vais mostrar e dizer tudo isso, por terem "todo o tempo do mundo".

E Rui Veloso? Também já se tornou vosso?


PS: lendo isto daqui a 2 meses, vais pensar no que se calhar já não quero que penses... Como é possível convencer-me que vais voltar para mim? Há 15 minutos, tinha a certeza que não... :(

Ponto. Parágrafo.

Não entendo como te foste apaixonar por ele. Disse á Inês que não o conhecia, conheci agora, através do que ele escrevia no blog.

No entanto, menosprezei-o. A forma como iniciaste a relacão com ele, fez-me acreditar que eras sincera: Que se descobrisses que ainda gostavas de mim, voltavas para mim. Não é verdade. Sentes-te bem tendo bracos para te receberem todos os dias, eventualmente, as carícias são boas, logo não queres trocar isso por alguém que te poderia ver de mês a mês, de 15 em 15 dias.

Compreendo que partiste de vez. Mas que ainda não tens a certeza do que queres. Vi-o na novela de ontem sobre atitudes. Não tenho culpa, estou a tentar deixar-te em paz. Não é fácil. Mas decidi não escolher o fácil por uma vez na vida.


Acho que me mentiste. O que me disseste sobre voltar para mim, sobre ter sido diferente se te tivesse dito que te amava quando não disse, a meio da queima, depois do e-mail, era mentira. Não iria ser diferente, apenas não seria para ti tão fácil. Mas um bocadinho de pressão dele, um bocadinho de amor pelas pombas (por sinal, o animal mais curriqueiro do porto, talvez por isso não lhe dê tanto valor), e chegava. Tu querias ir, partir.

Eu não me importava: Tivesses as curtes que quisesses. Fizesses o que quisesses. Pensei que era um risco a correr para saberes que era de mim que gostavas. Errei. Pensei que o teu amor era igual ao meu... Mas não. O teu amor serviu para sofreres, para esperares, mas não para voltares. E basta que alguém vá atrás de ti, para o receberes de bracos abertos, desde que cumpra requisitos mínimos. Mesmo que seja diferente de ti.


De qualquer modo, já sabes que não sou da esquerda polida. Já sabes que não sou de boas famílias ou inteligente. Optaste com sapiência pela seguranca que qualquer mulher quer. Eu queria simplesmente algo como o Luís: Um amor verdadeiro, que fizesse ultrapassar fronteiras, que preferisse um fim-de-semana na praia a uma viagem á volta do mundo. Queria fazer férias como toda a vida tiveste: Em quiaios, sossegados, a ir á praia, a dar passeios de bicicleta. A visitar a aldeia.

Queres algo de muito diferente. Foi uma opcão. Eu neste momento, sei que morri para ti. Vou tentar esperar os dias que me separam de dia 9 de Setembro. Já sei que vou ter recaídas. Mas não interessa. Este post é, e espero que o chegues a ler, o mais significativo. Neste momento sei que não vais voltar, e que de nada serve procurar-te!

Amo-te. Estou aqui. Quando quiseres voltar. Mas neste momento morri. Neste momento, e posso estar iludribiado, por ter lido aquilo que não queria ler (ou seja, li o que pensei ler e não o que está escrito), sei que partiste de vez. Preferia estar a exagerar, mas neste momento o sol brilha, o que significa que estou em pleno uso das minhas faculdades.

Ainda não trabalhei nada esta semana. Porque desde domingo que partiste. Ter sabido que encontraste o amor, logo depois de me teres dito que não o amavas, não é justo. É mentira. Ou então, diz-me por favor que lhe mentiste.

Não sou suficiente para um adversário deste calibre. Fico á espera do balde de água fria da Inês, dizendo-me que gosta dele contigo. E que tu gostas ainda mais, e que não disseste uma palavra sobre mim.


Entretanto, deves ler o teu blog e pensar que estou a chatear-te. Não estou. Estou a aguentar-me, como poderás ver agora, 2 meses depois. Não importa. Tu tiras as ilacões que queres. E dois comentários chegaram para te pertubar e pensares que não gostas mais de mim. É justo. E nem tive direito a um adeus...

beijinhos, teu sempre...

Acabou.

Foi longe demais.

21 de Maio?

ineapple said...

Dia 21 de Maio?!?!?Alguém anda meio confuso!!!LOL ;)

15 Maio, 2005 14:00
electrofracote said...

Ó ananás: está lá 15 de Maio! Se estava 21 é coisa que já não consegue provar... hehehe!

15 Maio, 2005 17:32
pineapple said...

Não se prova mas eu VI!!!E como toda a gente sabe eu tenho SEMPRE razão! :p

16 Maio, 2005 13:31
electrofracote said...

Pois, pois... ;)



PORQUÊ, PORQUÊ, PORQUÊ!!!

Não devia sujeitar-me a isto

Cada vez que vejo mais um comentário teu, tento lembrar-me do teu nick antigo... da _meg_

Meiga e doce. Em vez disso, talvez tenhas mudado...

Que ódio! Não conseguir parar. Quero que isto pare!

"pineapple said...

Sinceramente...já pensaram que pode ser mesmo sério?! Pobre rapaz!!! Se calhar está a sofrer de amor e ninguém o ajuda! Estou solidária com o rapaz...se puder ser útil... "

Podias... podias ser útil!!! bastava abracar-me!!! :(( Estou a chorar... sem lágrimas nos olhos. Arghh odeio-me! E tantos comentários com os amigos! Os amigos a receberem-te, a darem-te carinho! E eu que nunca te coloquei verdadeiramente entre os meus... E ele que já conheceu certamente os teus... Dói tanto, dói tanto, tanto...

All I ever wanted

"Was for you to know I care."


E respondeste-lhe. E quebras-me o coracao. Assim, mesmo depois de me teres dito que querias falar comigo. Depois disto, choraste. Mostraste-me as tuas lágrimas! De crocodilo??

Escrito dia 2 de Julho

Ele escreveu isto dia 2 de Julho.

1 dia depois puseste cartas em cima da mesa, disseste-me outra vez: "Não sei..."

Arggghhh! Porque me sujeito eu a isto?

Afinal já o encontraste

E tudo isto deixou de fazer sentido.

"pineapple said...

Por não ser fácil é que é tão especial e é tão bom quando o encontramos...
* "

Podias ter-me dito que já não tenho hipóteses... Se o amas, se me disseste há tempos que se descobrisses que o amavas eu não tinha hipóteses, porque não me dizes??

Tão fácil: "Não tens hipótese. " Daquela forma que me trucida até ao coracão... Aquela forma decidida que tens. Era mais fácil morrer.

O ar continua limpo.

Mas as nuvens ocultam o sol.

Consegui comer mas, as frases seguintes, ditas ao almoco, marcaram-me. Não acredito nelas, mas foi por me deixar levar por elas que me afastei irremediavelmente de ti.

(antes de as escrever, lembrei-me uma vez mais que me disseste que sou passado. "Isso foi há dois anos!" Mas ainda na páscoa me disseste que me amavas. Quando eu ficava acordado até ás 2 da manhã só para falar contigo... Isso não soubeste... Acho que é só nisso que não pensas quando escreves no teu blog. Só ainda tens três posts, e não estaria lá, presente, se não adicionasse comentários...)

"Se a terra fosse plana era bem mais simples."
"Não podemos influenciar o destino."
"A uma mulher, temos sempre de mentir. Dizer a verdade depois de talvez, deixa-me pensar, uns 20 anos de convivência..."
"Então e as mulhere, também só dizem a verdade passados quantos anos?", perguntei eu, inocentemente...

"As mulheres? As mulheres nunca dizem a verdade: Não somos capazes de compreender!"

É hora do almoco

O peso no coracão é total.

Se "gostavas" é porque queres. Escreveste o post apaixonado. E não era para mim. Porque eu não conhecia o teu blog.

Uma vez mais, fui estragar a tua paz. Perdão. Uma vez mais, perdi-te mais um pouco. Desculpa.

Uma vez mais, não sei o que faco. Não sei que fazer. Morri. Mais um pouco. A esperanca da manhã desvaneceu-se. A trovoada ainda não chegou, mas sei que o ar já está abrasador.

Não pensaste sequer em mim quando escreveste fosse o que fosse. O teu blog é sobre beleza. Parece que a destruo. A cada palavra, a cada sentimento.

Deve ser por estar quase a comer. O coracão recusa que seja preenchido o vazio que te pertence com proteínas e glúcidos. Vegetais, quase não como estes dias. Ainda vou sofrer com a falta de ferro.

O fluído líquido

Está agora um pouquinho menos translúcido. Ou pode ser só por a luz estar diferente.

O quanto eu não dava para arrancar a verdade do teu coracão. Do bocado que lhe pertence...

Um dia disseste-me: Quem me dera poder dividir-me em duas... Eu disse-te: quero-te inteira. Tu vieste para mim, inteira plena, tu sem pensar em mais ninguém.

E eu parti. "O dia em que me deixaste não vou poder esquecer...".

E se ele te deixar? Vais sofrer, e não poder voltar para mim?

Gostava

Quer dizer, "Quero", "Quero com todas as minhas forcas, e vou fazer com que aconteca", "Quero e se lutares por isso consegues", ou "Queria, mas já não é possível"?

Iludido, vi só a primeira. Mas sei que é uma das outras.

"Gostava que essa pessoa fosses tu"

Acho que bebo imensa água porque penso demais.

Se "gostavas" quer dizer que não é, ou que poderá vir a ser?

Se "só uma pessoa muito especial", significa que se só uma pode ver, e ele vier a ser, então nunca fui eu?

Gostava significa que será ou que já não pode ser??


O que eu vi não era a tua "secret soul"? Um dia ofereceste-me uma música: "If you don't know me by now"... Acho que te referias ao superficial, e que eu te conhecia por dentro, até ás entranhas. Ou então, sempre vivi iludido no meu próprio pensamento... 7 anos.

Enganei-me.

Em relacão ao que escreveste. E acertei na minha resposta á queima roupa...

Deve ser por o almoco se aproximar. Talvez porque "nem só de pão vive o homem". Mas de palavras, "de toda a palavra de Deus". E Deus fala através de muitas pessoas. Para mim, revelou-se em ti.


Mas agora, que releio, compreendi: Gostavas que fosse ele, que encontrasse a tua secret soul, e eu gostava que quisesses que fosse eu. Mas tu estás a fazer tudo por tudo para que ele a descubra. E sei que vais conseguir.

Consegues sempre tudo o que queres.

O aperto voltou, e...

...e estou outra vez a pensar em tudo e mais alguma coisa.

Quão importante afinal é para ti o namoro e o amor? Imaginas o que sofri na passagem de ano de 2001/2002, sem que me tenhas ligado, quando afinal, já, já...

Tenho de te deixar em paz, e não me deixas deixar-te em paz. Talvez por estar demasiado obcecado, não sei.

Não sei, não sei, não sei... Não sei! Mas porquê tanta falta de sabedoria???

Voltou

O aperto.

Se o deixares, quão grande será a tentacão de correr para os bracos dele? Não importa. Nesse momento, correrei eu para ti. Mas e todos os dias? Será que ele também te pertubará por uma diferenca de atitudes?

Um dia, o médico perguntou-me...

"E os fluídos líquidos, estão de que côr? (olhar inquiridor da minha parte) Sim, o chichi... É côr de vinho do Porto?"

O único vinho do Porto que conhecia na altura era o tinto, e disse rapidamente: não. Mais tarde, apercebi-me que também existe Branco.

Daí concluí que a côr dos nossos fluídos que expelimos é revelador do nosso bem-estar interior. Mais frequentemente o meu é côr de Vinho do Porto Branco. Será de muitas impurezas, creio.

Ultimamente, tenho bebido muita água. Hoje o líquido que expeli era translúcido. Só gostava que fosse sinal de que o meu coracão está limpo e sem rancor. Que vais voltar para mim. Não sei porque estou com esta esperanca. Creio que é tão só a que antecede a tempestade.

Ele (ou tu), voltaram a aceder ao meu ex-novo blog. Sinto-me encantado por o truque ter funcionado bem. Gosto de estar assim, protegido, para já. E proteger-te.

"O meu silêncio é para me proteger. A mim, e a ti." It is a little Ironic, don't you think?

Eu não acredito!

Será que ele não vai ver o teu blog? Será que todos os comentários que colocou foi o primeiro?

Provavelmente diz-te tudo por fora... Falam, não se prendem a virtualidades, a secretismos.

Detesto-me: estou a ser controlador. Odeio-me: estou a ser injusto.

Deve ser por isso que se diz de quem aceita injusticas que tem um coracão frio: O teu pareceu-me congelado. Pareceu resignar-se.

Acho que é o meu sangue quente que acabará por me fazer perder-te para sempre.


(Serei eu quem conhece a tua secret soul? A minha, sim, és tu. Quem eu sou na realidade, podes ver no meu novo blogue! Está tão giro! Fotografias + textos... Sei que conheces mal o joão antónio, mas talvez possas conhecer mais sobre ele quando vires a sensibilidade fotográfica.)

Coragem

Estou a ganhar uma coragem terrível. Como o dia de hoje: primaveril.

E sem trovoada até ao momento...

Se fosse lúcido, apercebia-me que se não for hoje, é amanhã... O ar irá ficar abafado, o peito voltará a ser esmagado.

Para que não penses

Que para ti este blog não tem posts bonitos, românticos, acutilantes, doces, estou a escrevê-los no novo blog.

Já te disse? Mudei-o de http://scai.blogspot.com para http://novocainesoul.blogspot.com. Sugestão do João, que veio mesmo a calhar. Tinham-me descoberto, e não queria que me visses. Queria deixar-te em paz, e não estou a conseguir.

Bom, o certo é que lá escrevo bem melhor do que aqui. Aqui estou apenas a despejar o que no passado seria dito aos berros no telemóvel (lembras-te que cheguei a insultar-te em Setembro/Outubro de 2001 ? Assim, vou despejando aqui, e depois, sereno, vou escrevendo no outro blog. Aquilo que a estabilidade emocional me permite fazer. Aquilo que estava a comecar a fazer antes de ser idiota: Ir até quiaios contigo, levarmos um filme que aluguei, enfim, docemente conversarmos, jantarmos, passar um fim-de-semana tranquilo. Como mais tarde, um dia em que fui estudar contigo, em tua casa, olhar-te de vez em quando, beijar-te e voltar ao trabalho. Mesmo quando fui aí dar-te explicacões... Embora não me quisesses, massajar-te, e o teu pescoco ali mesmo á beira. Acho que me devia arrepender de ser tão comedido.

Bem, tinha dito que ia voltar ao trabalho. É hora de o fazer. Tenho de comecar a pensar melhor estes posts. Não estou a verificar com ficam, e o texto também precisa de estética: Post curto, post longo, imagem... umas duas ou três regras para não cansar o leitor. Inventadas por mim.

Estúpido.

Sou mesmo estúpido.

:(

Sou fraco.

Voltei a colocar um comentário na tua caixa de comentários. Merda! :( Tu, que me pediste para não lutar!!! Para ser só amigo! Mas preciso de te dizer a todo o instante que estou aqui...

A música que te deixei foi a que queria dizer ontem. Já ficou.


"E agora eu vou-me embora e embora a dor não queira ir já embora, agora eu vou-me embora e parto sem dor. E parto dentro de momentos, apesar de haver momentos em que dentro a dor não parte sem dor..."

(embora trabalhar. tentar.)

Uma vez mais, precipitei-me.

Descobri o teu blog. Estava destinado para o fazer. Infelizmente, não resisti a deixar um comentário.

Só agora criaste um. E tão belo!!! Escrevi-te, repentinamente. Encontrei-te através do teu nick. Pineapple, pois claro. A partir de uma música do Sérgio Godinho. O mesmo sérgio que só descobri com a Joana, mas que agora é inteiramente teu. Tudo, tudo o que descobri noutros locais, é para te dar a ti!!! Mas não queres.

"

Acho que diospiro nunca foi mesmo a tua fruta preferida. A diospereira do meu avô foi arrancada, para o meu tio fazer a casa dele.

Terá sido esse momento o fim? E não compreendo como pode a tua vida estar escura... Oh, se pudesse dizer-te o quanto te amo!!!

Tenho andado

A explorar dois blogues de gente que conheces: A página do "teu" Filipe e o do amigo Nuno Filipe.

Este último teve a atitude que me disseste que é comum a todo o leque dos teus novos amigos: O ano passado, por esta mesma altura, acabou com o blog por dizer que o país estava acabado com Santana Lopes no governo.

Eu que detestava Santana Lopes, que não podia perdoar o que se tinha passado, que não fosse Manuela Ferreira Leite a 1a ministra, achei imbecil que toda a esquerda plural reagisse como reagiu, e tenha assumido uma atitude tão pouco patriótica até á queda de um governo, que, bem ou mal eleito, tinha a possibilidade de desempenhar um bom trabalho.

Sei que é o post mais estúpido dos últimos tempos. Mas não deixo de guardar um sorriso ao pensar que todas as tuas discussões políticas devem ter terminado. E que ou ele se torna democrata-liberal, ou continua agarrado ás teorias de "investimento público de qualidade". Se calhar, consegue enganar-te. Essas pessoas costumam ter o dom da palavra... Obviamente, a política nada tem a ver com o amor.

Estes pequenos triunfos tornam-me ignóbil. Mas são saborosos.

(é o desespero, como bem podes ver).

Os melhores dias para acordar

São os de primavera.

Pena que espreite sempre a trovoada. :(

Ontem exaltei-me, porque me provocaste. Gostava de saber se o que te leva a provocar-me... Não. Já me disseste que nem pensasse nisso. Porque pensar nisso é obrigar-me a não te deixar viver em paz.

Já tens o que querias: paz e sossego. Não vou interferir nunca mais. E se me falares, vou, por todos os meios, com todas as forcas escrever aqui e não no messenger. Ontem não foi suficiente. Mas cada dia ganho forcas. Hoje consegui dormir, e o aperto no peito veio mais tarde. Mas já chegou.

Está um bonito dia de primavera. Magnífico :) Gostava que estivesses aqui...


Wednesday, July 20, 2005

Já jantei

Era escusado, sabes... por um lado penso que apesar de me teres pedido aquela "última" conversa, ela ainda não te deu a tranquilidade e a certeza de que não me amas. Disseste tantas vezes "não sei", e ao mesmo tempo, "deixa-me viver em paz".

Estava a pensar mandar-te um mail, mas não posso. A pedir desculpa, com certeza. Porque me recordo agora que em casa do António fui á internet. Ia verificar o mail, estava a receber e-mails da Ana Cláudia Fonseca, a tal que pensei que eras tu, a massacrar-me por causa do blog. Desculpa, mas continuo a suspeitar. E, a certa altura posso ter entrado no messenger. Mas não me recordo de ter escrito qualquer nick contra ti... Não me recordo sequer de teres tentado entrar em contacto comigo. E estava á espera que me mandasses um mail a agradecer a mensagem de boa sorte para o exame. Que não mandaste :(

Ou seja, exaltei-me desnecessariamente na conversa. Tu também. Não te lembras de quando estiveste com o Rui?? O que eu fazia, era o que eu queria fazer agora! Enfim, só devaneios. Tenho de encarar a realidade, mas torna-se díficil quando apareces assim, do nada. Preciso mesmo é que a Inês me fale, comunique comigo, para saber como estás...

Não sei mesmo que fazer. Presumo que estivesses em casa dele... não tenho a certeza, mas é possível, porque não tinhas nick, não tinhas fotografia, etc... :( A sério, estou a desesperar com isto tudo. Tantas vezes me perguntaste se eu queria que deixasses de falar comigo... ás vezes acho que é isso mesmo que queres. Que eu te peça para ficares longe, para poderes viver em paz. Toda esta fraqueza de hoje, só deve ter-te ajudado a correr para os braços dele. A dizer a ti própria: "Não vale a pena".

A Ana Cláudia Fonseca está a fazer login. Por vezes, tenho ainda a esperança que sejas tu... duas vezes, será para me chamar a atenção? Também me recordo que posso ter falado com ela na sexta. Se for verdade, podes ter mesmo tido a confirmação de que eu estava on-line e "vivo". Mas se assim foi, também nem me apercebi da tua entrada, ou sequer que tinhas começado a falar comigo... enfim. É melhor parar. Tenho de dormir, tinha prometido a mim mesmo descansar esta noite, porque, como te disse, tenho dormido muito mal, tem-me custado imenso a adormecer. No Domingo, quando soube que estavas em casa dele, não dormi. Acordei de 15 em 15 minutos, estremunhado... Talvez esteja a exagerar, mas não andou longe disto.

Hoje espero dormir. Tenho de dormir. Tenho o relatório para escrever, e parece que já não vai ser hoje... Eu sabia que não devia ter vindo á net! Pelo menos evito, quando estás, falar contigo... Pelo menos sabes que estou aqui. Espero que saibas.

O pior de tudo é que em breve deves ir de férias. Possivelmente, com ele. A longa viagem que estavas a planear... E aí, vou sempre esperar que fales comigo, sem que aconteça. :(

Estou tão cansado. Quero-te tanto...

"A vida vai torta,
jamais se endireita,
o azar persegue,
esconde-se á espreita.
Nunca dei um passo
que fosse o correcto,
eu nunca fiz nada,
que batesse certo.

E enquanto esperava, no fundo da rua,
pensava em ti, e em que sorte era a tua,
quero-te tanto, quero-te tanto!!

De modo que a vida,
é um circo de feras,
e os entretantos,
são as minhas esperas.
"

A minha música e do Pedro. Ofereceste-ma. Escrevi no CD: Esta é uma oferta daquela que eu adoro: Ana Margarida. Levei o CD para a Alemanha comigo. Eventualmente não soubeste isso...

Não percebo

Porque me obrigaste a isto... muito sinceramente... Uma discussão absolutamente inóqua. Falaste bem mais do que o costume, só para terminar a dizer que "não vale a pena falar comigo", só para dizer "torna-se impossível assim falar contigo." Tu nem imaginas a dôr que me trespassa neste momento...

Pior: Não tens fotografia no messenger. Só penso que estás outra vez em casa dele. Não entendo como é possível falares comigo estando em casa dele!!!

Só me apetecia agarrar-te, chorar, beijar-te... Devia ter tido essa coragem quando me levaste ao botânico... E agora vais embora... Deixas-me outra vez sem fome, quando já tinha pensado comer. Música "Corazon Partido", a dar sem parar.

Tão fria. Acabou de ligar a Marta, física, 27 anos, a pedir desculpa por não poder ir jantar, e a combinar para outro dia, e eu só penso, que fria que foste!! Vou contar-te tudo o que se passa na minha vida, tudo! Se alguma coisa se passar com ela, vais saber. Isso faz-me recordar que já não sei se tenho de te informar quando começar a namorar ou não... Tanto te deve dar, não é? Mas só penso, que fria! Quando te liguei, de Abril a Setembro, sempre tentei perguntar: como estás, etc, etc...

Agora vou dissecar a nossa conversa. Perceber se errei, ou se me estás a tentar magoar. E nem vou pôr o cenário de estares a desejar falar comigo :( (que era o que eu mais desejava, que sentisses a minha falta, que eu fosse importante para ti)

Se a leres (a conversa 20 de Julho):
- Não me perguntaste uma única vez como eu estava. Eu perguntei-te isso no mail (e como iam as férias, etc... Nada, não me perguntaste nada... Também não teria outra resposta senão sim, vai tudo bem. E agora recordo que ontem perguntaste. E que já te tinha respondido. Mas podias ter perguntado pelo dia de hoje.)
- foram 49 mensagens vs 18 mensagens minhas nos primeiros 5 minutos da conversa.
- Tentei explicar-me, insististe sempre em acabar o assunto da forma: Esquece, Mas não percebo como se passou, como é que podias estar online, etc... Ou seja, a acusar-me de o ter feito!!! Não sei, depois de tanto esforço para te deixar em paz, porque vieste assim atrás de mim, perseguir-me?? Já basta os logs que tenho nos blogs :((

Vou ter de cozinhar e tentar meter uma ou duas garfadas á boca. É o que mais custa: comer... Não sei porquê...

Estou a ouvir

O Sweet Memories II... Não lhe deste nome, mas é o que desejo que seja... lembras-te do Sweet Memories?

Nem me recordo quando me deste, mas acho que foi depois do Rui...

"Meu peito agora dispara, vivo em constante alegria."

E em vez de o ter ouvido quando devia, só agora lhe dei a devida atenção :((

Bem... não percebo porque transpareces tanta irritação e agora te calas. Ai... como me magoas :((

Entretanto está a dar "Will you stay or will you ran away." Dói-me o coração! Não tenho fome...

Voltas a falar comigo

E é suposto eu portar-me apenas como amigo...

Tanto que te queria dizer agora. Estás a dizer que meti bocas e mais mil e uma coisas.

Pois, tu não sabes o que te estou a escrever: No diário, e aqui.

Vou tentar aguentar. Posso depois despejar aqui.

Fartei-me de ouvir esta música

Sem conhecer a letra. De repente, torna-se outra das que te queria cantar agora mesmo e não posso. Tão díficil, deixar-te em paz: Is there really no chance, to start once again?


Time, it needs time
To win back your love again.
I will be there, I will be there.

Love, only love
Can bring back your love someday.
I will be there, I will be there.

Fight, babe, I'll fight
To win back your love again.
I will be there, I will be there.

Love, only love
Can break down the walls someday.
I will be there, I will be there.

If we'd go again
All the way from the start,
I would try to change
The things that killed our love.

Your pride has build a wall, so strong
That I can't get through.
Is there really no chance
To start once again?
I'm loving you.

Try, baby try
To trust in my love again.
I will be there, I will be there.

Love, your love
Just shouldn't be thrown away.
I will be there, I will be there.

If we'd go again
All the way from the start,
I would try to change
The things that killed our love.

Your pride has build a wall, so strong
That I can't get through.
Is there really no chance
To start once again?

If we'd go again
All the way from the start,
I would try to change
The things that killed our love.

Yes I've hurt your pride, and I know
What you've been through.
You should give me a chance
This can't be the end.

I'm still loving you.
I'm still loving you,
I need your love.
I'm still loving you.
Still loving you, baby...


E sei a resposta e como me dirias, em tom desafiador : "Agora não, estou muito bem." Há pouco, dei comigo a pensar que o que realmente desejava, nesse dia em que te disse que não te amava, que não gostava de ti, em que te menti descaradamente, perante a hipótese de abraçares um novo amor, só queria mesmo era que voltasses para mim no exacto momento em que te dissesse vem. Que me provasses que também me amas.

Afinal, volto a ter de ser eu a esperar. Novamente, contigo protegida por alguém. Encurralada. Sim, estás encurralada. Qualquer trejeito de sofrimento do teu novo amor é mais uma pérola para que fiques ao lado dele. Detestas o sentimento de pena, mas é o que mais te caracteriza... Até ao limite. Que também atinges.

Gostava de ser uma pessoa menos perturbada

E não perder tempo a descobrir quem tenta aceder a este blog, ou a outros.

Escondi-me. Por puro acaso, por pura sorte, descobri como me tinham detectado, e apaguei mais duas ou três pegadas. Não entendo o interesse mórbido de vir ler estas linhas alteradas. Porque é que ele, ou tu, não sei se já vocês, procuram desta forma violar-me? Ás minhas palavras? Ás minhas réstias? Que significado tenho eu afinal para ti, para vocês?

E porquê tentar aceder a mim anonimamente? Enquanto perturbado, qualquer acesso anónimo torna-se para mim em alguém que me tenta descobrir... violar... :(

Hoje quase, quase desesperava e ligava-te. Ali mesmo, do supermercado. Agora, só espero que a Inês me responda. Preciso mesmo que ela me despeje um balde de água fria, para tentar começar a trabalhar.

Assim, perturbado, não ias gostar de mim. Felizmente, lerás isto dentro de 2 meses quando a agitação já tiver dado lugar a uma calma terrível e decidida... Aliás, já neste momento me apetecia colar-te á parede: Há bocado dei comigo a pensar que me tinhas dito que se voltasses já não seria por me amares, seria por causa da minha pressão. O problema, é que se voltares, será porque vais descobrir que afinal não o amas. O que quer dizer que qualquer outro que surga é outra boa oportunidade para te livrares do mal que faço...

Se soubesses o fervor que estas visitas, estas tentativas de mirar o meu sofrimento, me doem... E se te contasse, e não fosses tu quem está a fazê-lo, só o irias perdoar, entre dois beijos. Ele suplica, e tu, sem mais ninguém pelo teu lado, podes chatear-te dois três dias. Mas em vez de me ligar, vais começar a deixar-te levar, com aqueles nãos que dizias nos meus braços... Não, não, não... Ai! A minha mente está mesmo demasiado rebuscada. A minha boca sempre seca. Eu sempre sem fome...

E nada me dizes. Pensei que tivesses ido para Quiaios logo a seguir aos exames, mas não. Ficaste o fim-de-semana com ele. E agora? Estarás a evitar-me falar, ou terás ido de férias, repousar?

Mais frequentemente do que devia

Vou ver se há mais algum acesso a partir da Universidade de Coimbra a um dos meus sites. Surgem outros acessos, que me levam a pensar se serás tu. Mas não me respondes ao e-mail, logo, suponho que seja qualquer outra pessoa.

Também mais frequentemente do que devia, a minha mente foge para pensar se devo ou não lutar por ti. Porque é que me pões sempre nesta situacão?? Eu disse-te assim tão claramente para não lutares por mim?? Disse-te: Estou bem sem ti? Não me disseste esta última frase, mas foi o que eu ouvi... é verdade??

Tantas perguntas, e não te posso perguntar. Faltam tantos dias para dia 2 de Setembro e revelar que afinal a minha alma não está morta... apenas os estados dela. E agora o estado, é um só: pensar em ti, pensar como te posso fazer feliz, ser feliz contigo, viver a teu lado.

Isso é uma das coisas em que estava a pensar: Tenho de regressar para ti. E desta vez, não viver longe. É uma das coisas que acho que (se me amaste como dizes que amaste), te faz não me querer de volta... (Mas que falta de humildade a minha!!! É isto que me faz perder?) A confianca que te dá ter alguém sempre aí ao lado... Se com o Rui, por quem dizes que não pensavas num futuro comum, ficaste tanto tempo (é verdade, 6 meses de sofrimento, sabendo-te perdida DE VEZ, lembras-te? Tu tinhas-me pedido que te dissesse se comecasse a namorar, e tal nunca aconteceu...) como irá ser agora? Tenho medo de te pedir para me dizeres quanto tempo até o amares, porque sei o que vais dizer, com raiva: Não tens tempo. Estás bem, muito bem, e queres ficar com ele para o resto da tua vida... Já mo disseste. Isso é o que custa mais. Mas sou passado. E tenho de o aceitar. Perdi-te por minha exclusiva culpa. Se bem que tu não me quisesses verdadeiramente: Querias que eu voltasse para ti, simplesmente, sem trabalho. Mas fui eu, eu que fui estúpido.


O que acabo de dizer, hoje poderia provocar dois sentimentos. Dirias: "Como é que é possível ele dizer isto, odeio-o, nunca mais o quero." E seria a raiva, e interiormente sentirias que ainda queres voltar para mim. Ou então dirias (e sei que é esta): "Que parvo", no meio de um sorriso cúmplice ou um telefonema para ele. E o que te provocará quando leres isto, se leres, dentro de 2 meses??? Terá a cumplicidade e intimidade crescido a este ponto? Pelo menos, se ela crescer não será por não te ter deixado viver em paz: Será porque nunca pensaste verdadeiramente em voltar a amar-me. Ou verás que as cartas que meteste em cima da mesa eram um receio fundado, e atingiram a saturacão? E aí, pode voltar a raiva, unirem-se contra mim... O que quer que eu diga ou faca, faz-me perder-te. As flores que te mando, as cartas que te escrevo, as linhas que escondo. O meu silêncio, ou a minha exaltacão... Sinceramente, há dias, pela primeira vez, pensei em acabar com tudo isto. Mas ás vezes penso que mesmo depois de casada podes divorciar-te, podes passar os últimos 2, 3 anos da tua vida ao meu lado, e valeria a pena, mesmo sem filhos, sem o extraordinário amor, o encaixe perfeito... Com ele, como é? A mesma excitacão? O mesmo ardor? Estranhamente, é a única coisa que não me enraivece, que teria de aceitar... Quem me dera que fosse só isso, precisares de te vingar!!! E que medo, que medo, que afinal descubras que eu sou nada... que sou um qualquer quando chega o momento de amar-te incondicionalmente :(

Esvair-me

Por vezes atravessa-me o vazio... Nada sinto. A sério, quase consigo trabalhar nesses momentos.

Mas nesses momentos, recordo-me ainda de flashes: Que me enviavas toques não identificados quando adormecia no sofá na Alemanha. Sim, lembro-me de me perguntares se me lembrava de os receber. Sim, recordava-me. E não podia associá-los a ti. Porque não me respondias a cartas, porque respondias a e-mails sem fazer perguntas, porque te telefonava, agradecias, e rien plus...

Tivesse eu sido convicto nesse tempo, e terias-me abandonado mais cedo??

Os olhos ficaram húmidos

Mas não chorei.

Estou seco. E o que poderia sair, não pode sair aqui. Preciso de estar só. Não posso parecer fraco aqui fora, entendes? Isso é falhar. Tudo.

Se for fraco, não me vais querer. Não foi o que disseste? Que eu não te dava confianca? Que eu não te protegia? Que eu fugi dos bandidos na Figueira da Foz?

Tenho de ser forte. Mas para que conste, tive de sair do escritório. Senão tinha chorado:

"Did I ask too much, more than lots,
You gave me nothing, now it's all I've got."


E pronto, choraria novamente, se não estivesse a ouvir a questão que me aconchega: "will you be there?" E não te posso perguntar...

Dissecando

Tudo o que me disseste:

"It was too much too soon"

É rebatido por isto:

"Too much is not enough"

A mesma música diz-me estas outras frases:

"Don't move
Don't talk out of time
Don't think
(...)
Don't hope for too much
"

Logo a seguir ouco aquela que nunca sei se chegaste a ouvir. A música que me fez sempre voltar a ti. A música que não era a nossa, mas que era minha e tua. Que é intemporal. Que me faz esperar e ter esperanca. Que explica tudo o que fiz, tudo o que fizeste. Tudo o que virá?? Gostava de acreditar que sim.

Is it getting better
Or do you feel the same
Will it make it easier on you, now
You got someone to blame

You say, one love, one life
When it's one need in the night
One love, we get to share it
It leaves you baby if you don't care for it

Did I disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth
You act like you never had love
And you want me to go without

Well it's too late tonight
To drag the past out into the light
We're one but we're not the same
We get to carry each other, carry each other
One

Have you come here for forgiveness
Have you come to raise the dead
Have you come here to play Jesus
To the lepers in your head

Did I ask too much, more than a lot
You gave me nothing now it's all I got
We're one but we're not the same
Well, we hurt each other then we do it again

You say love is a temple, love a higher law
Love is a temple, love the higher law
You ask me to enter but then you make me crawl
And I can't be holding on to what you got
When all you got is hurt

One love, one blood
One life, you got to do what you should
One life, with each other
Sisters, brothers
One life, but we're not the same
We get to carry each other, carry each other
One
One


Queria tanto ter-te dito isto tantas vezes... Acho que cheguei a dizer. Alguma vez a sentiste??

"You ask me to enter, but then you make me crawl..."

Ainda não consegui chorar, mas foi agora... a ouvir isto. Tenho de ir dar uma volta. A minha equipa não me pode ver chorar... Quero-te tanto!

Ouco músicas ininterrupetamente

Centenas de bocados de música lembram-me que tu estás longe, que as coisas podiam ser diferentes, que as coisas podem ser diferentes, que não há hipótese, que fui parvo, que foste parva, que, que, que...

And if you listen I can't call
And if you jump, you just might fall
And if you shout, I'll only hear you

If I could stay...
Then the night would give you up
Stay... then the day would keep its trust
Stay... with the demons you drowned
Stay... with the spirit I found
Stay... and the night would be enough


E só queria que uma ou outra frase fossem passíveis de ser ditas:

"In a little while, surely you'll be mine...
If I crawl, if I come home crawling,
will you, be there..."

A cirandar...

... pela net, que é o que eu mais faco nestes dias, tropecei nisto:

" Postes de lua cheia
É um facto que as mulheres ficam mais bonitas quando apaixonadas. Vê-se pela forma como falam, como vestem, pelo brilho nos olhos e pelo sorriso envergonhado. Diria que só por isso vale a pena."


Gostava de saber se estavas mais bonita quando te vi por causa da forma como me olhavas, ou por estares apaixonada. Ainda não consegui distinguir. Acho que é a razão de todo este sofrimento... Obrigares-me a constatar-te que eu nunca te fiz tão bonita.

Que talvez nunca tenhas estado apaixonada assim por mim. Ou talvez estivesses mais bonita por me ver. Pelo menos, a forma como sorriste devia ser para mim... "I hope he doesn't make you smile the way you smiled at me, because your smile belongs to me!"

E, já agora, os bracos, pernas, cabelo, lábios, tudo aquilo que magoas. Lembras-te? O passado é tão doce, só comparável com o que pensava do futuro. Merda! Fui tão estúpido... ARGHHH!


PS: Os posts não estão românticos... São pura e simplesmente palavras cuspidas entre-dentes, e berros extenuantes como os que enviava da Serra do Caramulo para o mundo.

PS2: Dei por mim a pensar que neste período, há dois anos, estavas em Itália. E que quando regressaste para falar comigo, falaste mais de Itália e de todas as coisas boas que tinhas vivido do que daquilo que tinhas sofrido por mim. Sinceramente, na altura pareceu-me que tinhas encontrado alguém. Enquanto caminhavamos no passadico no Sr. da Pedra, apenas me concentrava no meu próprio sofrimento: Não me amavas, e querias apenas ter a coragem de partir com um adeus. Surpreendeu-me que te despedisses como te despediste... Surpreendeu-me o que me disseste nessa mesma caminhada tão pouco depois. Surpreendeu-me as músicas que me deste. Surpreendeste-me. Algo que não fui capaz de te fazer.

PS3: Agora que voltei aí, partiste com um adeus. Porque me abracaste e choraste, se não querias que eu voltasse?? Estas dúvidas trespassam-me, por saber que neste momento já nem te importas. Tudo foi há dois anos. Mesmo a minha visita: já pertence a um passado longínquo. E eu, por me pedires para te deixar em paz, só te revelarei o que estou a escrever, quando já for um passado irremediavel. 2 meses, para ti, serão suficientes para esqueceres que me querias. Para em vez de 2 anos, tudo se ter passado há 10. Há séculos. Quão diferente serás, não sei. Mas esta flecha atroz que me arde no peito diz que já tudo o que a mim pertence é névoa. Foi bom, e é névoa. E não pertenco ao teu futuro. Por muito que digas que nunca se diz nunca, não pensas em mim para o futuro no presente... Disseste que se me amares, o descobrirás como eu descobri. Mas tenho esta ressalva a fazer: Nunca deixei de te amar, nunca saiste do meu futuro...