Tu não imaginas o quanto eu te odeio... a sério. Não imaginas o quanto te odeio... Porque é que foste visitar a minha mãe?
Porque é que não me deixaste em paz em Setembro de 2000?
Porque é que não me deixaste em paz em Junho de 2002?
Porque é que sempre que me deixaste, foi para estar com mais alguém, e não de forma decidida, inequívoca: Porque é que nunca foste dizer-mo na cara, ao Porto? Porquê estar sempre refugiada em Coimbra, obrigando-me a ir buscar explicacões, a dar explicacões?
Porque é que estiveste desde Dezembro de 2004 a fazer-me acreditar se já não me amavas desde o momento em que morreste?
"É mesmo sem querer..."???
Quando me afastei, nunca deixei de estar aqui: pura e simplesmente, nunca precisaste de mim... Lembras-te? Disse-te "não quero que voltes a falar comigo." mas disse-te também "Estou aqui para tudo o que precisares." Nunca te socorreste de mim. Nunca, desde Abril de 1998 precisaste de mim.
Tu, Ana Margarida, nunca me amaste.
desculpa descarregar isto neste preciso momento, quando tens exames, mas odeio-te neste momento tanto quanto só te pode odiar a única pessoa que te vai amar até ao final da Vida sobre todas as coisas...
PS: Porque continuas a fazer-me acreditar? Porquê? Disseste "Não sei", há 2 meses. Quando tempo é que terei de andar em torno de um "Não sei"? E se me disseres um "Não", claro, inequívoco, e pleno (da ordem de grandeza do "Não tens hipótese." que já me disseste) o que é suposto eu fazer? Esperar ou morrer?
PS2: Eu não acredito que ainda foste visitar a minha mãe. Ela pediu-me acima de tudo, que não estragasse a tua amizade com ela. Não o vou fazer... mas explica-me como é que é suposto eu deixar de acreditar em nós, contigo a visitar a minha própria casa, a minha família, o meu mundo. Explica-me. Não estou a dizer que não o facas. Explica-me como consegues olhar-me nos olhos, chorar, abracar-me, dizer "pronto, já passou", e caminhar como se nada fosse. Rir-te por eu pôr óculos escuros. Quando me explicares, quando me puderes explicar como consegues ser tão fria, como não tens sentimentos, como não és agitada de manhã por simplesmente pegar numa bicicleta, te lembrares que é do CERN, e que foi assim que perdeste o amor da tua vida, e quase chorar.
Ana Margarida, eu comeco os meus dias a chorar, e terminava-os com a cabeca na parede. Hoje em dia, termino a rezar. Só assim consigo dormir. Sinceramente, muito sinceramente, não passaste por 1/4 do que eu sofri... e sofro.