Wednesday, August 31, 2005

Why visit me?

Why make me believe? Is it not enough peace?

4 songs, and over: I need to sleep, I have a cold, and no one to speak with. This is the point: illness brought me back to you, and is trough illness I have to walk. Not easy... dreams are helping, nevertheless.

1. Paper Bag;
2. Save Me;
3. Wise Up;
4. Romaria.

One single word song title in the end.

Ps: three important moments to achieve this point: 1st: your cooking together. 2nd: The crying in some Saturday morning. 3rd: Magnolia. And I realized there is nothing to do... (doesn't matter even if I'm waiting.).

And, right now, at this precise moment, I have other things to upset me... they don't worry me, because there is nothing I can do...

Songs for my funeral:

1. Romaria, Elis Regina.


And that's it. I guess the decision on my fate will be quick. Before the end of the mass, I'll be somewhere.

Still need to find where.

What for?

Shouldn't you be loving with your neurons?

Leave my heart... is simply of a romantic absurd. So much I could say about it. But I just won't care.

Roderick is leaving. Something will change. He was with me. Right in the same table where we had dinner just a few moments ago: I told him... I told him, exactly what you would tell me.

It wasn't to hard. I know your brains. Even your heart.

But not your soul.

Verdades Insofismáveis

Quando se dá a morte cerebral, o coracão continua a bater.
Quando o coracão pára, o cérebro deixa de funcionar.

Mas são verdades insofismáveis apenas para românticos.

Antes e depois do almoco, antes ou depois do jantar.

Apareces. Com uma regularidade de relógio. Pontualmente.

Quando falhar, pára também a batida do meu coracão.

Hoje sonhei com alguém, que se perdeu na bruma. Não sei se lhe ligue ou não. Preciso de falar com alguém, e queria falar contigo. Queria desesperadamente falar contigo.

Mas estás tão feliz, como posso irromper no meio da tua felicidade? Deixei-te em paz... E tu ainda não me disseste: Amo-o. Acabou, não tens hipótese. Quando mo disseres, não irei ligar á Joana. Irei pura e simplesmente chorar de raiva: contra o mundo, contra as minhas opcões, contra o destino.

Ou se calhar, contra nada. Cair no chão, impotente. Perante a morte, da Vida e do Amor, que posso fazer?


Tuesday, August 30, 2005

Down down...

Please go down, fast...

O problema está em mim: Se eu te esquecesse, era bem mais fácil. Mas tu não pediste sequer que te esqueceste. Tu não pediste nada: Limitaste-te a esclarecer-me os factos. E a apresentar-mos, como chapada na cara. A dizeres-me que estava bem, e que fizesse o que me apetecesse: pudera, para ti é tão, mas tão fácil. E só agora percebes o quão fácil é... Estou certo ou não?

A tua doce vinganca. Afinal, quem é vingativo? Vinguei-me, confesso que tudo, á excepcão de uma fuga á partida impossível, era vinganca. Mas vinguei-me, para sarar. Vinguei-me para curar.

Tu vingaste-te para me fazer sofrer. E sabes isso melhor que ninguém. E sabias disso á partida, melhor que ninguém.


Já te disse? Sim, já te disse uma vez, e nessa vez odiaste-me, e achei bem: foi quando me libertei pela primeira vez: "Vai á merda". Com todas as letras.

Consegues explicar?

Dar-me uma razão para não me deixar em paz?

Hoje, ontem, sempre?

Se estás feliz, sê feliz, mata-me e pronto! Bastava teres a decência: a decência de dizer: olha, eu amo-o. Em vez de me fazer descobrir por mim próprio.

Dizeres-me o que eu já sei. E fazeres-me saber o que eu já sabia: Tu nunca, nunca, nunca esperaste por mim!

Lembras-te de Setembro de 2003? Lembras-te de quão mais segura estavas do que eu? A falar de todas as descobertas, das maravilhosas férias que tinhas tido em itália?

Lembras-te???

Partilha de fotografias e afins.

Também estarás a ver os meus blogs com ele?

Mas se tudo isto me tinha passado... A sério, ontem tinha-me passado tudo isto... Comecei a pensar em quando fui verdadeiramente feliz: Sem dúvida, tu fizeste-me feliz, em tantos momentos, mas depois de 2003 só fui feliz com alguém com quem gostava de ter tido o que tu tens! Percebes? Eu precisava como de pão para a boca "fazer-me feliz". Tu sempre te fizeste feliz, na primeira oportunidade. Já reparaste? Não hesitaste em voar! Eu hesitei, e já viste bem o quanto? Já reparaste o quanto eu tentei afastar-te, durante tanto tempo? Só quando me atingiste duramente, quando estava disposto a voltar é que me mostraste o quão duro foi.

E sinceramente, fui tão feliz sem ti, sem saber que existias! Porque é que tinhas de me lembrar que existias? Porque é que não foste para bem longe??? PORQUÊ?

O QUANTO EU TE ODEIO!

Não imaginas o que é passar o dia a ver o sitemeter, a ver se estás e por onde estás...

E porque vens ver-me de todo? Por um lado descanso-me, por outro enfureces-me!

Como, como, como!

Como posso ter sido tão estúpido?

Porque é que não me deixei estar em paz em Setembro de 2000, em Novembro de 2001, em Junho de 2002? Porque é que tive de deixar que voltasses?

Lembras-te o que te disse num sítio algures perdido na estrada da Lousã? Tu indignada por não namorares comigo, eu firme ao dizer-te que não? Eu sabia! Porque é que me deixei acreditar que nestes dois anos tentaste voltar para mim?

O que fizeste foi simples: usar-me. E eu deixei-me sempre levar. Sempre acreditei. Pela tua voz doce, pela indignacão da minha mãe.

Aliás, sobre a tua voz doce: Eu acreditava que era só para mim... Mentira! É igualzinha, qualquer que seja o homem do outro lado da linha. Não muda, não se torna especial... também não era especial comigo.

Mas como é que não percebi este? Que ódio! O quanto me odeio! Não te odeio: tu és simplesmente assim: alguém que nunca me amou, nunca gostou sequer de mim: Aproveitou a onda. É isso que eu vejo, é isso que eu constato. E se estiveste porventura dois anos á espera não foi para ficar comigo: Foi para te vingares no momento apropriado. Em Dezembro foste tão clara sobre quem gostavas, com quem querias estar: Como é que posso ser tão anormal, ter um QI tão baixo???? ARGGGGGGGGHHHHHHH.


Monday, August 29, 2005

Tento dizer para dentro de mim:

It was an early morning yesterday
I was up before the dawn
And I really have enjoyed my stay
But I must be moving on

Like a king without a castle
Like a queen without a throne
I’m an early morning lover
And I must be moving on

Now I believe in what you say
Is the undisputed truth
But I have to have things my own way
To keep me in my youth

Like a ship without an achor
Like a slave without a chain
Just the thought of those sweet ladies
Sends a shiver through my veins

And I will go on shining
Shining like brand new
I’ll never look behind me
My troubles will be few

Goodbye strange it’s been nice
Hope you find your paradise
Tried to see your point of view
Hope your dreams will all come true
Goodbye mary, goodbye jane
Will we ever meet again
Feel no sorrow, feel no shame
Come tomorrow, feel no pain

Now some they do and some they don’t
And some you just can’t tell
And some they will and some they won’t
With some it’s just as well

You can laugh at my behavior
That’ll never bother me
Say the devil is my savior
But I don’t pay no heed

And I will go on shining
Shining like brand new
I’ll never look behind me
My troubles will be few

Goodbye Stranger, Supertramp


O problema é que nunca foste estranha. Conhecia-te já antes de te ver... sabia que existias.

Para ti, eu é que nunca existi. E morri o exacto número de vezes em que chegaste a essa óbvia conclusão.

Let's face it.

You never told me how beautiful I am.
Never announced it to the world.


Saturday, August 27, 2005

Emptiness

All day long.

Aparecem-me umas ideias de vez em quando...

Nunca é tarde para dizer que nos arrependemos. Poderá ser tarde, talvez, para sermos perdoados.

Wise up

Arrepio-me sempre ao som desta música.

Tentei equilibrar-me, encontrar razões. Até compreender que não há razões. Não há coincidências.


And it is in the humble opinion of this narrator that strange things happen all the time. And so it goes, and so it goes. And the book says, "We may be through with the past, but the past ain't through with us."


As coincidências levaram-te. E nada posso fazer. Nem esperar, sequer... Se pudesse esperar, fá-lo-ia.

Não, apenas posso desistir, sabendo que não vai parar. "It's not going to stop"... Vou continuar a acordar a pensar em ti, deitar-me contigo no pensamento, arrepiar-me sabendo que estás com ele, desejar que estejas feliz, desejar que tudo de mal te aconteça, pensar que estás a pensar em mim, pensar que não tenho hipóteses, pensar que vais voltar, sentir que estás só a enganar-me, sentir que estás a enganar-te, sentir que tudo está certo, sentir que tudo é natural, simplesmente vou continuar. Não vai parar.


Friday, August 26, 2005

Not much to say...

Is there?

"Never gonna give you up", ouvia eu os Cake cantarem...

Esquecia-me que antes me tinha acompanhado, todo o primeiro semestre aqui em Genéve, Aimee Mann: "Wise up / No it's not going to stop / So just give up..."

Não sei se estou a desistir. Estou a tentar. Acredita-me. Arduamente. Não quero. Mas não tiveste sequer a decência de me dizer que o amas...
"when I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past."

Momentum
,Aimee Mann
"when one act of kindness could be
deathly
deathly
deathly
definitely"

Deathly
, Aimee Mann


Thursday, August 25, 2005

Porquê angustiar-me assim?

Porquê visitares os blogs com esta fúria toda? Só para não descansar da parte de tarde?


Souberas tu o quanto te desejo... odeio, amo, quero...

Tudo apenas para ter serenidade.

Estás a visitar-me

A um ritmo impressionante: Imensas page views, inúmeras visitas a um e outro blog.

Deve ser por não teres mais nada que fazer...

Nas minhas suposicões, eu só te pergunto: "Porque é que não tiveste a decência de dizer que já o amas? Que eu já não tenho hipótese?"


Ontem, ajudaste-me ao ódio. O trabalho hoje despertou-me. O facto de me visitares acalmou-me.

Acho que é da esperanca que ainda tenho. E não acredito que possas ter estado a falar com ele no meu quarto. Não quero acreditar, ana margarida. Não quero acreditar...

se não me tivesses enviado um mail,

Não tinha ficado mais calmo.

Mas também, não tinha ficado tão enervado e angustiado. Por ter de me convencer, uma vez mais, que não me amas.

MERDA! Falaste com ele enquanto estavas na minha casa??? No meu quarto??? Enquanto falava com a minha mãe na internet? Não, não dormiste em minha casa, isso de certeza. Ou terás dormido? Será que falaste com ele quando estavas na minha cama?

Trabalhar... preciso urgentemente de trabalhar.

Respostas abruptas, imponderadas.

Tu não imaginas o quanto eu te odeio... a sério. Não imaginas o quanto te odeio... Porque é que foste visitar a minha mãe?

Porque é que não me deixaste em paz em Setembro de 2000?
Porque é que não me deixaste em paz em Junho de 2002?
Porque é que sempre que me deixaste, foi para estar com mais alguém, e não de forma decidida, inequívoca: Porque é que nunca foste dizer-mo na cara, ao Porto? Porquê estar sempre refugiada em Coimbra, obrigando-me a ir buscar explicacões, a dar explicacões?
Porque é que estiveste desde Dezembro de 2004 a fazer-me acreditar se já não me amavas desde o momento em que morreste?

"É mesmo sem querer..."???

Quando me afastei, nunca deixei de estar aqui: pura e simplesmente, nunca precisaste de mim... Lembras-te? Disse-te "não quero que voltes a falar comigo." mas disse-te também "Estou aqui para tudo o que precisares." Nunca te socorreste de mim. Nunca, desde Abril de 1998 precisaste de mim.


Tu, Ana Margarida, nunca me amaste.

desculpa descarregar isto neste preciso momento, quando tens exames, mas odeio-te neste momento tanto quanto só te pode odiar a única pessoa que te vai amar até ao final da Vida sobre todas as coisas...


PS: Porque continuas a fazer-me acreditar? Porquê? Disseste "Não sei", há 2 meses. Quando tempo é que terei de andar em torno de um "Não sei"? E se me disseres um "Não", claro, inequívoco, e pleno (da ordem de grandeza do "Não tens hipótese." que já me disseste) o que é suposto eu fazer? Esperar ou morrer?

PS2: Eu não acredito que ainda foste visitar a minha mãe. Ela pediu-me acima de tudo, que não estragasse a tua amizade com ela. Não o vou fazer... mas explica-me como é que é suposto eu deixar de acreditar em nós, contigo a visitar a minha própria casa, a minha família, o meu mundo. Explica-me. Não estou a dizer que não o facas. Explica-me como consegues olhar-me nos olhos, chorar, abracar-me, dizer "pronto, já passou", e caminhar como se nada fosse. Rir-te por eu pôr óculos escuros. Quando me explicares, quando me puderes explicar como consegues ser tão fria, como não tens sentimentos, como não és agitada de manhã por simplesmente pegar numa bicicleta, te lembrares que é do CERN, e que foi assim que perdeste o amor da tua vida, e quase chorar.

Ana Margarida, eu comeco os meus dias a chorar, e terminava-os com a cabeca na parede. Hoje em dia, termino a rezar. Só assim consigo dormir. Sinceramente, muito sinceramente, não passaste por 1/4 do que eu sofri... e sofro.


Wednesday, August 24, 2005

Posso odiar-te?

Odeio-te.

Looking back, over my shoulder...

Your toy balloon has sailed
in the sky now,
but now it must fall to the ground.
now your sad eyes reveal
Just how badly you feel.
There is no easy way down.

The view from the cliffs
must have been exciting,
and up to the peaks,
you were bound.
Now you're stranded alone
and the past is unknown
and there is no easy way down.

And now it isn't very easy
when you find yourself our on your own.
No it isn't very easy
when each boat you take,
is one more mistake,
there's no one to break, your fall,
Lead you back home.

We all like to climb
to the hieights of love dear
where our fantasy world can be found
but you must know in the end
when it's time to decend
that there is no easy way down.


Foram 2 vezes que esperei por ti. Duas vezes que me mataste. E disseste tu que, quando te deixei, a 16 de Abril de 2003: "nesse dia, morri!".

Quando me despedi de ti fui enfrentar-te. Não tive direito a uma lágrima tua sequer.

Quando me deixaste, não me disseste. Tive de ir eu a Coimbra, procurar uma justificacão... Diz-me, terei razões para não te odiar? Porque é que deixaste que eu voltasse para ti se não me amavas???

Sim, tu não me amaste, tu não me amavas. Por muito que o digas. Podias precisar de mim. Mas isso dissipa-se, rapidamente, como qualquer fogo.

Em breve, em Coimbra voltarás a respirar. Eu não fui mais do que fogo que te sufocou, magoou e assustou.

E tu, o incendiário que voltava sempre ao local do crime. Para agora me deitar água gélida, quando apenas queria arder na tua lareira, só para ti...

"One flight down... / There's a song on low / And it's been there playing all along /Now you know"

Só eu posso dizer que odeio ter de te odiar...


Tuesday, August 23, 2005

Johnny Cash.

Não tenho paciência para colocar a letra em caracteres minusculos.

Que interessa? O que te quero dizer continua aí...

I KNOW THAT HEARTS WERE LOVING
LONG BEFORE I WAS HERE
AND I'M NOT THE FIRST TO EVER CRY
IN MY BED OR IN MY BEER
THERE WERE SONGS BEFORE THERE WAS RADIO
OF LOVE THAT STAYS AND LOVE THAT GOES
THEY WERE WRITING MELONCHOLY TUNES
AND TEARFUL WORDS THAT RHYME
BEFORE MY TIME
BEFORE MY TIME


THERE WERE SONGS IN OLD DUSTY BOOKS
OF LOVE THATS ALWAYS BEEN
SWEET LOVERS IN THEIR GLORY
WHO ARE NOW GONE WITH THE WIND
OLD FASHION LOVE WORDS SPOKEN THEN
KEEP COMING BACK AROUND AGAIN
NOTHINGS CHANGED EXCEPT THE NAMES
THEIR LOVE BURNS JUST LIKE MINE
BEFORE MY TIME
BEFORE MY TIME

AND IN THE DIM OF YESTERDAY
I CAN CLEARLY SEE
THAT FLESH AND BLOOD CRIED OUT TO SOMEONE
AS IT DOES IN ME
AND THERE WAS SOME OLD SONG THAT SAID
I LOVE YOU 'TIL I DIE
BEFORE MY TIME
BEFORE MY TIME

BUT WHAT THE OLD TIME MASTERS HAD
IS WHAT I FEEL FOR YOU
LOVE IS LOVE AND DOESN'T CHANGE
IN A CENTURY OR TWO
IF SOMEWAY THEY HAD SEEN AND KNEW
HOW IT WOULD BE FOR ME AND YOU
THEY'D WISH FOR LOVE LIKE YOURS
AND THEY WOULD WISH FOR LOVE LIKE MINE
BEFORE MY TIME
BEFORE MY TIME

Coisas que tenho para te dizer

E que ficam incompletas sem veres a música. Vou colocando a bold o que achar relevante:


Neste infinito fim que nos alcançou
guardo uma lágrima vinda do fundo
guardo um sorriso virado para o mundo
guardo um sonho que nunca chegou


Na minha casa de paredes caídas
penduro espelhos cor de prata
guardo reflexos do canto que mata
guardo uma arca de rimas perdidas

Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que conheci...

No mundo onde tudo parece estar certo
guardo os defeitos que me atam ao chão
guardo muralhas feitas de cartão
guardo um olhar que parecia tão perto

Para o país do esquecer o nunca nascido
levo a espada e a armadura de ferro
levo o escudo e o cavalo negro
levo-te a ti... levo-te a ti para sempre comigo...


Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que senti
Falo ao mar do que nunca perdi.

Algumas coisas que tenho de ser eu a evitar...

Ouvir guitarra portuguesa.

Sonhar contigo.

As duas que ainda não aguento.

A primeira é fácil: Basta mudar para Norah Jones ou Sétima Legião no trabalho, e não colocar outra música que não Johnny Cash ou Bob Dylan em casa (muitas outras também servem, mas estas amaciam melhor o coracao). A guitarra portuguesa faz-me mal, faz-me sonhar acordado, ter as memórias subitamente empurradas para os olhos e para a pele, que se arrepia á lembranca do teu toque.


Para a segunda, basta acordar. Já o fiz. Agora falta despertar.


Mudancas...

Na margem deste rio
Vejo uma rosa que flutua no rio
E o seu corpo desce na corrente
Uma tarde morre dentro do meu peito
E a noite nasce lentamente

Vejo uma rosa a passar por mim
E devagar estendo-lhe os meus dedos
Mas a rosa passa lá longe
Como a que aperta os meus medos

Vejo a minha alma perdida
Vejo o teu rosto distante
Há um instante da vida
Em que a vida é um instante

Na margem deste rio
Na margem da minha vida
Vejo a minha alma perdida

Ana Sofia Varela/Fredo Mergner

Apercebi-me

Que estavam uns resíduos de um post anterior.

Infelizmente, apanharam o que não deviam: referências a ti. Espero que saibas que não foi propositadamente. Decidi colocar isto apenas para te lembrar isso.

Para já, não tenho vontade de te explicar os porquês de ter pedido que evitasses falar comigo. Acho que basicamente, te estou a pedir paz... Interpreta como quiseres. Penso que compreenderás. Magoa muito mais saber que me tornei banal, um amigo como tantos outros, que pensar que fui verdadeiramente esquecido. Prefiro pensar que ainda estou na tua memória. Se calhar, é medo, de enfrentar, uma vez mais.

Não tenho vontade. E quero aproveitar isso. Dói demais sonhar contigo, ver os teus resquícios nos sítios onde sei que estão... Agora, quero apenas ouvir Norah Jones. Acalmar, tranquilizar-me. E, um dia, mostrar-te tudo o que este blog esconde.

Vou procurar um rumo... Sem ti. I don't like it but I guess things happen that way. :(

Felicidades... vou tentar ser contente. Feliz, nunca mais.

PS: Decidi afinal nada te mostrar deste post. Penso que é preferível assim... As coisas têm de ser assim.


Friday, August 19, 2005

American Pie 2

Acabo de o ver.

Preciso de dizer mais alguma coisa?

Tão fácil:

1. Seleccionar o browser;
2. Ctrl - T;
3. Escrever "Sit" -> auto complete para o sitemeter :: seta para baixo;
4. Coracão nas mãos á espera de ver 84.90.18.# ou uc.pt;

5. Perguntar-me porquê... Pouco importa se vi ou não.

Bloqueado.

Fui e estou.

Estou bloqueado, em suspenso, das tuas visitas. Talvez fosse melhor pará-las de vez. E não regressares, nunca mais: sujeitas-te a ficar com o coracão nas mãos como num toque qualquer que recebi... está explicado aí para baixo!

:)

Tudo parece encaixar com lógica

Na tua nova relacão.

Tudo parece rolar serenamente. No momento em que sair dos trilhos, já tu estarás longe demais para voltar: Será preferível arranjar o que for acontecendo.

No ínicio, simplesmente estavas, sentias-te, bem. Agora, não vês á tua volta outras possibilidades.

Enganaste-me, mentiste-me. Disseste-lhe que eu ainda existia, fazendo-me acreditar que acreditavas nisso. Porque não foste capaz de dizer que, para ti, já não existia?

PS: Assim, ter-me-ias poupado uma ida a Coimbra. Devia-te a ida lá para explicar, mas a manhã não aquela tarde. Não ver-te a falar com voz doce para outras pessoas, e a chorar para mim. Bastava teres-me expulsado a seguir ou ainda antes, ao almoco. Bastava teres-me feito partir. Não me ensinaste a partir, percebes?

eu nunca te perdi

Eu nunca te deixei.
Por ti eu despertei.

O pedro abrunhosa. O tal que ia ao indústria, que só conheci muito mais tarde. O tal que passeia pelas ruas do porto. O tal que mora em Vilar de Andorinho.

O tal que eu pedi para cantarem em Viana do Castelo. Não sabiam a música que eu pedi, tocaram outra qualquer... Sinceramente, acho que connosco nunca nada aconteceu nos momentos certos: Os telefonemas eram nas horas mais inadvertidas, os aparecimentos casuais nas alturas indevidas. Não encaixavamos. Eu tentei fazê-lo. Tu também, em certa medida. Recebeste-me, mudando, mas não me procuraste. Eu mudei e procurei-te.

Tudo foi incerto. Mas aí esteve a beleza. Construimos, criamos algo mais do que belo: perfeito... Destruir foi muito fácil... Reconstruir difícil. Exigiu demasiado de mim, entendes? Precisei de ganhar forcas.

Quando voltei, tinhas arrasado tudo. Olhaste para mim, serenamente dizendo que era o que pensavas que tinha de se fazer. Que te convidaram para uma casa ali ao lado.

Nada resta?

mmm... esse odor...

...traz tanta saudade.
Mata-me de amor, dá-me liberdade.
Deixa-me voar, cantar e adormecer.

Nos teus bracos. 30 de Junho de 2005.

Músicas que ouvia.

Quando não existias. E ás quais deste um sentido... as de Pedro Abrunhosa.

Mais um dia que acaba
e a cidade parece dormir,
da janela vejo a luz que bate no chao
e penso em te possuir.
Noite após noite, ha ja muito tempo,
saio sem saber para onde vou,
chamo por ti, na sombra das ruas,
mas só a lua sabe quem eu sou.
Lua, lua,
eu quero ver o teu brilhar,
lua, lua, lua,
Eu quero ver o teu sorrir.

Leva-me contigo,
mostra-me onde estas,
é que o pior castigo
é viver assim, sem luz nem paz,
sozinho com o peso do caminho
que se fez para tras...
Lua, eu quero ver o teu brilhar,
no luar, no luar.

Homens de chapéu e cigarros compridos
vagueiam pelas ruas com olhares cheios de nada,
mulheres meio despidas encostadas à parede
fazem-me sinais que finjo nao entender.
Loucas sao as noites, que passo sem dormir,
loucas sao as noites.
Os bares estao fechados ja nao ha onde beber,
este silencio escuro nao me deixa adormecer.
Loucas sao as noites.

Nao ha saudade sem regresso, nao ha noites sem
madrugada,
Ouco ao longe as guitarras, nas quais vou partir,
na névoa construo a minha estrada.

Loucas sao as noites, que passo sem dormir,
loucas sao as noites.
Loucas sao as noites, que passo sem dormir,
loucas sao as noites...

Ciclo infinito

"Sete Mares", Sétima Legião.

E passei para segundo plano...

Assim, suavemente. Perfeitamente, totalmente. Em seguida, deixarei de estar em qualquer plano. Aliás, já não estou. A tua preocupacão é mero acaso.

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...


Não me devia sujeitar a comecar a manhã deste modo. Mas tem de ser. Estás a fazer um esforco grande para entrar no mundo dele. E tenho de ver isso, repetidamente, para compreender que te estás a entregar.

Em plenitude.

Mais vale o vazio no estômago a comecar a manhã. Nem os sonhos bons, dissociados de ti, importam, interessam.



Adenda: Mas porque raio continuas sequer a visitar-me?? Só me apetecia gritar: "Deixa-me em paz." Só não o faco porque sei que o farias. Porque sei que só esperas esse meu grito para sorrir com confianca vingativa...


Thursday, August 18, 2005

O post anterior

Serviu apenas para desligar a janela com as tuas fotografias.

Afinal, os teus sorrisos eram plenos. Os de quando dizias que estavas a sofrer... Agora, se vires o meu rosto, se olhares nos meus olhos, não me verás chorar: Sequei-me no interior.

Já te disse demais. Digo-te todos os dias demais. Devia serenar... Preciso de serenar...

Um eterno descanso sabia-me bem, mas não o posso dizer.

Ouvindo Eros Ramazotti

Agora, basta colocar tfmuc no google... milhares de fotografias tuas. Milhares de sorrisos. Ver e rever todos os detalhes que te tornam a pessoa mais bela do mundo...

Agora, e só agora. Dantes tudo tive de revolver as entranhas da internet para ter uma única imagem tua...

Agora, pertences ao mundo, deixaste os meus sonhos.

Se bastasse una bella canzone a far piovere amore
si potrebbe cantarla un milione un milione di volte Eros
bastasse gia bastasse gia
non ci vorrebbe poi tanto a imparare amare di piu Ramazotti

Se bastasse una vera canzone per convincere altri
si potrebbe cantarla piu forte visto che sono in tanti Se
fosse cosi fosse cosi
non si dovrebbe lottare per farsi sentire di piu Bastasse

Se bastasse una buona canzone a far dare una mano
sio potrebbe trovarla nel cuore senza andare lontano Una
bastasse gia bastasse gia
non ci sarebbe bisogno di chiedere la carita CanzoneSongtexte

Dedicato a tutti quelli che sono allo sbando
dedicato a tutti quelli che non hanno avuto ancora niente Songtext
e sono ai margini da sempre oh
dedicato a tutti quelli che stanno aspettando Lyrics
dedicato a tutti quelli che rimangono dei sognatori
per questo sempre piu da soli oh Lyric

Se bastasse una grande canzone per parlare di pace
si potrebbe chiamare laper nome aggiungendo una voce Liedertexte
e un'altra poi e un'altra poi
fin che diventa di un solo colore piu vivo che mai Liedertext

Dedicato a tutti quelli che sono allo sbando
dedicato a tutti quelli che hanno provato ad inventare Alle
una canzone per cambiare
dedicato a tutti quelli che stanno aspettando Eros
dedicato a tutti quelli che venuti su con troppo ventio
quel tempo gli e rimasto dentro Ramazotti

In ogni senso
hanno creduto cercato e voluto che fosse cosi che fosse cosi


La bella italia... me manca. Aqui tão perto. Vôos da Easy Jet. A duas horas de distância. Veneza num fim-de-semana rápido... E nós tão longe :(

Pára.

Pára, pára, pára. PÁRA!!

Mãos, olhos, coracão. Pára de te agitar, pára de te enervar! Ela partiu... decidiu VOAR! Sem ti! Para longe!

Aceita, enterra! Não é culpa tua, não é culpa de ninguém! É como ela quis! Só podes ficar feliz! Jura a ti próprio:

Não voltarei a ver quem me visita. Não voltarei a procurar visitas dela!


PS: Souberas tu o desespero, a agitacão em que vivo... cada dia que passa, julgo que é um dia a menos, quantas vezes já te repeti isto... :-(

"I'm lost without you, I'm lost without you!"

Agora...

Vai ser mais um calafrio. Estou preparado. Não foi tão mau como pensei que poderia ter sido.

Mas vai ser dramático: Tremendo. Angustiante. Porque sei que aí vem alguma coisa pior.

Virá um desaconchego, pela tua normal ronda. E um trespassar, quando estiver concretizado o objectivo.


Tento, com todas as forcas impedir-me. Mas.

Este perfume me persegue,
quente, forte e subtil.
Passeia por mim livremente,
como se fosse gentil.
Ahan ! Ahan ! Ahan !

Se me aperece de repente,
inspiro-o profundamente.
Para desvendá-lo,para decifrá-lo,
queria agarrá-lo...

Queria agarrá-lo,
metê-lo no meu frasco,
fechá-lo bem p´ra não fugir.
Para não fugir, para não fugir,
para não fugir, para não fugir.

Mas ele insiste, ele insiste
brinca comigo devagar.
Leva-me à minha memória
convida-me a divagar...


Rewind, play, forward. Sempre a ver. Sou uma ameba num sofá... A receber tudo o que me entra pelos olhos, ouvidos, pelo sentir. Sem reagir. Sem possibilidade de interagir: A minha vida está a decorrer por detrás do ecrã. Não te posso tocar.

Pergunto-me incessantemente

O que estás a fazer quando não visitas o blog... O intervalo de visitas é exasperadamente grande. Mas eu vivo em funcão disso. Tu não.

Envergonho-me. Em vez de me questionar incessantemente, devia dizer: "Espero que esteja feliz.". Não o digo, mas desejo-o.

Talvez por isso me sinta perdido. Desejo-te, e já a conquistaste. Há mês e meio disseste-me que estavas bem. "Muito bem". Entretanto, acredito que continues a estar cada vez melhor. Até eu deixar de ser uma sombra, para passar a ser um ponto difuso no horizonte, para passar a ser nada.

E sem regresso possível.

Passar a vida...

Agarrado a um site, é dramático.

Passo a vida á procura de sinais de ti... Os que me dás são simbólicos: meras pérolas de amizade longínqua.

Ainda te agito? Ainda te faco sonhar? Há mês e meio disseste que não sabias. Hoje provavelmente sabes... que me perdeste. De vez.

Comeco a perceber como fui idiota: o dia 30 de Junho foi para ti um mero "Check point". Algo que tinhas de fazer para me limpar. E fizeste-o com sucesso. Algumas semanas depois já me dizias que falavas comigo á vontade: sem nada sentir.

E, com isso, ganhaste a tua paz. Conquistaste a indiferenca.

Mais coisas a resolver quando te resolveres.

Os sofás Majestic.

"Encontrei-te entao na baixa
(sem nada que o justifique)
ali ficamos toda a tarde
nos sofas do Magestic,
Falaste-me do mundo
d'outras terras e lugares,
mostraste-me perfumes
de oceanos e mares.
Ali sentado viajei,
ali p'ra sempre quis ficar,

contigo perto dos olhos
os labios quase a beijar.
Falaste da cidade,
casas, ruas e pessoas
e disseste sem vaidade..."


Havia qualquer coisa a justificá-lo. Mas foi á noite. Só uns minutos. E acho que na verdade está resolvido. Qualquer palavra de Pedro Abrunhosa te pertence.

Convencer-me

Que as visitas são antes do almoco, antes do jantar. Num repente passsageiro. Uma vistoria de amizade.

Que não estás a absorver cada linha.

E devias dizer-me isso. Infelizmente, tenho de descobrir por mim próprio. Porque fecho os ouvidos ás tuas palavras. Ambíguas, pela pena. Ocultadas, pela mentira.


Pelo meio da chuva

Voltaste a espreitar.

E fico sereno. Penso em ti a todo o segundo, quando sei que o teu é vago e difuso... Por agora, procuras-me a cada momento. Em breve, a espacos. Proximamente, nunca mais.

É a paz. "Dou-vos a paz, deixo-vos a minha paz." A paz que me deste. A única dávida que tenho...

Quando adormecemos

Depois da meia-noite, não podemos dizer, quando acordamos, "today is another day".




Wednesday, August 17, 2005

Dormir

Para sossegar.

Ou sossegar. Para dormir.

Apercebo-me que tenho de estar preparado. As tuas visitas serão frequentes, porque tens tempo livre a mais. Todo o que não é ocupado por pensamentos mais felizes.

Eu sou fruto da desgraça, rapidamente me esquecerás.

Posts incompreensíveis

Os de lá (no outro blog) e os de cá.

Para compreenderes terias de ler uns e outros. E esta parte tem de te deixar em paz.

5 minutos. Para que é que eu levei o bolo ao forno mais 5 minutos?

O que vale é que todo o dia, em que uma esperança nascida não sei onde, que veio não sei como, foi prudentemente aniquilada (ou pelo menos, tentou-se, sem sucesso). E agora dói, não sei porquê??

Sei bem porquê. Porque na vida não se pode fazer rewind... Porque os teus leves escapes aos blogues devem ser prudentemente aliviados por um telefonema redentor. Porque as tuas garantias estão com alguém. E as minhas não só se esvaíram, como se cancelaram... Não se tornaram nulas: desapareceram.

é por isso, julgo eu que dói. E tenho de dormir. E anseio por uma só palavra tua para ficar acordado. Que não virá.

Anseio pedir-te que pares de ver o meu blogue. Mas, ao mesmo tempo, não sou capaz. É esta falta de coragem que me fará perder-te. Queres alguém com a força que me falta. Capaz de te levar em braços o peso do teu choro. Eu apenas te aninhava. E levava em braços o teu corpo, mas sem a perspicácia suficiente para afagar os teus medos entretanto.

Apetece-me dizer uma asneira. Posso? Peço-te muita a medo, não gosto de as dizer... mas vou dizer: merda. Para este vácuo, para este sopro, para mim, a quem pouco acrescenta proporcionalmente. Não há culpados: há vencedores. O vencedor é a tua paz, conquistada de forma brilhante... Ás vezes penso que não esperaste: usufruiste da situação. De outro modo, a tua opinião não modificaria em 2 dias. Não estarias á minha espera num momento, para me encostar á parede no outro, e dizeres logo em seguida que se não namorasses, não me querias, e ainda teria de trabalhar por ti... merda. Estou a deixar-te em paz, e odeio-me a mim próprio, e quero escrever compulsivamente, e quanto mais escrevo mais tu terás para ler e menos paciência para entender.

Acho que vou voltar ao diário. Afinal, as sugestões tinham razão de ser: Devia ter-te pedido para tu me deixares em paz. Eu é que estou desassossegado.

Custa

Imenso cair na realidade.

O cutelo caiu. Levantei-me para ir buscar o bolo, mas antes tinha de me obrigar... Agora, dormir será difícil.

A curta esperança morreu. Á custa de desenhos animados.

O teu esforço, neste momento é total. E nulo. Total em criar laços, ultrapassá-los, e fundar raízes.

E nulo para me esquecer... Já me vês sem agitação. Finito.

A minha cabeça rola no chão. Olhos abertos. Sem espanto.


funf minuten

Die Köchen ist (ready)?

Mais uns minutos de sonho. O tempo em que adio a realidade, é tempo de ilusão.

Os teus cabelos...

1. molhados, sobre as minhas costas.
2. Lisos, sedosos, depois de escovados energicamente, da casa de banho para o quarto, um beijo rápido com um olhar cheio de amor.
3. Macios, vencidos aos meus dedos, entrelaçando-se numa comunhão perfeita...

São simples recordações, suscitadas por uma única fotografia.

Voltaste a procurar-me, agora, á noite. Sabe-me bem. Acabei de fazer um bolo. Estive a trabalhar até mais tarde. Não fui ver a festa dos Summer Students. Ontem rezei. Em suma, tentei comportar-me. Amanhã, first thing in the morning, irei enviar o relatório esquecido á Ms. Catherine Jones. Enfim, proceder bem. Mudar atitudes e comportamentos. Anseio por isso. Creio que, se tiver de te reconquistar, será o único caminho pelo qual estarás disposta a seguir. Não entendi porque me disseste que, mesmo que não namorasses, não começarias a namorar comigo... Então em Maio, não seria imediatamente? Se te tivesse dito o que não devia ter dito por ser o que não disse?


Sabe-me bem, procurares-me. Mas o bolo está feito. E os apitos estrondosos do Fogão fazem-me recordar que o cutelo lá continua. E que, inebriado pelos meus pensamentos, o suor escorreu nas mãos e o cutelo escorregou mais um bocadinho. É bom, é melhor, acordar... Porque me vens visitar, não sei. Suspiro pelos motivos, mas desengano-me quanto aos objectivos.


Os teus cabelos. A delícia que mais falta me faz. 3 toque. Vou tirar o bolo do forno. Falta-lhe a tua cobertura de chocolate.

Apetecia-me meter muitas coisas no template,

Para ter a certeza que as lerias:


Já não sou o mesmo
Não sou mais o mágico
Que te encantou
Te levou ao deserto
Tão perto daquilo que sou
Que te fez forte
E rio e mar
Que agora secou
Eu ja não sou eterno
Sou mais uma página do teu caderno
Rasgada e arrancada
À força do vento
Tantas vezes escrita no carinho do tempo
E as noites perdidas que dizias que não
Janelas fechadas a esconder a razão

Deixa o meu olhar
Ser a luz da tua estrada
Não é ao acordar que o sonho é madrugada
É a paz na dor
Que sei de cor
E teu sabor
No céu que é meu
E onde grito...

Eu nunca te perdi
E nunca te deixei
Eu nunca te esqueci
Por ti eu despertei
Eu nunca te perdi
E nunca te deixei
Eu nunca te esqueci
Em ti eu repousei
Eu nunca te perdi
Eu nunca te deixei
Eu nunca te esqueci
Por ti eu despertei
Eu nunca te perdi



Queria só mesmo muito que lesses isto...

Mais uma música de que não gostas...

É dificil viver com isto no meio de nós
Porque quer queira ou não queira
Às vezes falta-me a voz
Para dizer, tá tudo bem, mano - já passou
Quando nós os dois sabemos que ainda mal começou
Como é que deixámos isto acontecer?
Sabíamos tão bem no que te estavas a meter
Será que sabes o momento, o minuto, a hora?
O dia em que o mundo ruiu de dentro para fora
Dá vontade de ir atrás, se ao menos fosse capaz
de apanhar e matar esse diabo voraz

De uma vez por todas dar alguma paz
A quem não a conhece
Nunca a teve e tanto a merece…
Eu gostava de ser bicho para comer o bicho que te come…
Eu só gostava de ser bicho para comer o bicho que te come
Eu gostava de ser bicho para comer o bicho que te come
Eu só gostava de ser bicho para comer o bicho que te come


E que nada tem no espírito, a ver com o que se passa.

Mas a letra incide sobre o que se passa: O diabo, acho que apenas o meu desespero... Que é o que se intromete entre ti e a tua felicidade, entre ti e a tua paz.

Pena que mais este post esteja perdido no meio de tantos. Tenho de confessar: Não ouvi todas as músicas, não li todas as letras que tu me deste em Setembro de 2005. Por isso, aceito agora que não vás ler estas palavras... "How can we ask for more?"

Suponho que só muito mais tarde terás lido tudo o que eu te escrevi em Setembro/Outubro de 2001... Estou certo?

Estou a habilitar-me...

Para segurar bem o que suspende por cima de mim, tenho de ter os bracos seguros, fixar bem a corda, não olhar para cima, para os lados, e, se possível, evitar gastar energias em seja o que for.

Mas não resisto a olhar para a lâmina que está lá em cima. Assim, parada, torna-se ainda mais tenebrosa. E arrisco-me: Para olhar, significa que largo uma das mãos. O pescoco fica mais exposto.

Acrescentei um novo post,

Num súbito desejo de te surpreender!

Sempre que visitares o blog, vou tentar colocar um novo post... para nunca te fartares de o ver...

Tenho de trabalhar, mas continuo agitado. É difícil vencer a agitacão. Procuro estar sossegado, mas não evito olhar de soslaio, enquanto espero a machadada final.

Em vez de olhar, devia procurar fugir para bem longe. Mas estou preso e atado. Á dependência do teu amor...

Coloco o pescoco a jeito...

Mais uma suposicao: encostei a cara contra o toro de madeira, duro, frio e lascado.

Não precisas de deixar qualquer indicacão: Certamente que todos os comentários que podias deixar os terás dito ao ouvido. Todo o conforto terá sido transformado em gestos de paixão, com laivos de amor não assumidos...

O desconhecimento, leva á suposicão: que é aquilo que realmente me mata.

A pouco, e pouco.

O cutelo

Não escondo que fizeste vibrar a mais profunda das cordas que provocam sons de alegria dentro da caixa sonora que é o meu peito.

Ergui o cutelo, num gesto intuitivo, com o desejo de o afastar. Mas já aprendi com os erros: Para o afastar, tenho de o levantar na vertical. E olhando para cima, vejo que a distância de que cairá será maior... Na minha obscura intromissão na tua vida, bastará encontrar um gesto para que ele volte a cair.

Desta vez, continuo a segurar a corda...

O meu rosto abriu-se...

Muito ao de leve.

A minha agitacão, o meu desespero, as minhas cogitacões desta vez caíram redondas no chão... Fui um pouco mais longe: foi a partir da faculdade de medicina que vieram até este humilde recanto.

A faca caiu redonda no chão. Agora, seguro o cutelo que pende por cima da minha cabeca: Podes estar a ver-me, a entrar dentro da minha alma sentada no colo de alguém. Com a mesma proximidade.

Com a mesma ousadia... Lembras-te?

Espero, sinceramente,

Que um acesso ao blog, vindo da Universidade de Coimbra, a partir do pólo II, seja teu.

Estou a evitar a suposicão: Estou a manter a faca apontada ao septo, mantendo os bracos esticados: Não a deixo sair, nem a deixo espetar: ficará á distância mínima de alguns decímetros, com espaco suficiente para eu a obrigar a enterrar-se bem funda.

Ou, espero largá-la, e ajoelhar-me. A chorar. Desalmadamente...

A minha alma continua estropiada. Outro assunto que tenho de resolver quando te resolveres. :(

Investir

Se tiveres de investir no amor (e isso significa arriscar o teu capital de carinho, paixão e desejo), onde escolhes investir?

Essa é a diferenca entre nós. Eu precisei de reflectir se devia fazer o grande investimento da minha vida. E decidi-me por ele. Tu decidiste arriscar tudo sem o estudo de mercado correspondente.

Pelos vistos, os meus atractivos não foram suficientes.

Tinha pensado em qualquer coisa para dizer...

Mas voltaste a visitar o blog... Quer dizer, creio que foste tu. Ao almoco e depois á noitinha... Tenho medo sobre o que isso quer dizer: Estás em casa, a dormir? Ou estarás num qualquer outro local, com o teu notebook ligado a uma outra rede?

As notas do que eu queria dizer:

- O que me mata é a suposicão: Tenho de viver dela. E dificilmente corresponde á verdade... não sou bom a avaliar sentimentos.


- Se te mostrar constantemente que te amo, estarás segura, e não precisas de acabar com ele: terás (tens, mas imagino que mesmo os teus pensamentos são um pouco condicionais) sempre um porto de abrigo, pelo que arriscarás tudo na tua relacão. Por aí, perdi-te.

- Se não te mostrar que te amo, e tentar manter-me longe, pensarás que estou perdido, e que, na verdade, nada se terá alterado face aos últimos dois anos. Daí, a tua relacão continuará o refúgio que procuraste incessantemente sem o pensares. Aprofundará, e por aí, também te perdi.

- Se ele te deixar, será contra a tua vontade. Tentarás mostrar e provar, por todas as formas, que o amas. Absorta, esquecerás ainda mais depressa todo o passado. Deixarás de visitar os meus blogues. Até que o reconquistarás (as mulheres conseguem sempre aquilo que querem: tu conseguiste *sempre* tudo o que querias.). Por aí, perdi-te.

- Não existe 4a condicão: O universo das possibilidades encerra-se aqui.


Vou até uma reunião. De qualquer modo, soube-me bem saber que procuraste o meu blogue. É um pouco injusto: Quando eu estive longe, não tinha hipótese de saber de ti (e tu de saber que eu tentei saber de ti). Mas eu também não namorava.


Tuesday, August 16, 2005

O problema de escrever tudo

É que não irás ler nada...

Turn me on

Like a flower waiting to bloom
Like a lightball in a dark room
I am just sitting here
waiting for you
to come home and turn me on.

(...)

My poor heart its been so dark
Since you been gone
After all you're the one who turns me off
You are the only one who can turn me back on



And you just won't realise it...

Coisas a resolver depois de te resolveres.

De repente, tudo deu uma volta sem eu perceber muito bem por onde. De repente, senti-me inseguro, sem forças, aterrorizado. De repente, a mescla de esperança, optimismo, ilusão, sofrimento, voltou a acordar.

We're chained.

" 're " de "were".

Nunca percebi bem as contraccões anglófonas...

Uma vista rápida e passageira...

...aos meus blogs chega-te.

Não imagino se será rápida e passageira por não quereres passar demasiado tempo a enfrentar-me, e fugir rapidamente, ou se será breve e concentrada, com a calma assassina e metódica de quem tem uma tarde pela frente, e terá coisas mais interessantes com que se ocupar.

A calma da indiferenca...

Ou uma indiferenca provocada.

De uma forma ou de outra, indiferenca. A cada dia, a crescer. Mas prometi-te a paz... mereceste-a. E eu terei de procurar a minha.

O nosso último abraco.

Para mim, um entrosamento perfeito: Desta vez, eu aninhado junto ao teu peito, tu, como se o tivesses pedido, a responder e a pedir para eu acalmar, como se não o quisesses, mas dele precisasses desesperadamente. O teu coracão a bater ofegante. O meu desespero a apertar-te ainda mais. Os meus bracos a enlacarem-te de forma sublime, os teus submetidos a um leve abandono que afagavam a minha face...

Para ti, um abraco desajeitado e incipiente. Exagerado. Ultrapassado. Daí não me teres dito "Não". Disseste-me "já passou"...

Já não o sentes.


Monday, August 15, 2005

As músicas que oiço.

Quanto mais doces, mais te imagino a cantá-las, e a ouvi-las.

Mas não de mim... e aí, deixo de te ver a cantá-las e ouvi-las: Só consigo pensar-te a senti-las.

É justo. Algumas continuam a lembrar-me outros momentos. Há duas ou três que não conseguirei apagar de outra imagem... :(

Coisas que se te disser agora serão mal compreendidas.

Quando te deixei, disse-te que eras livre de partir.

Em Junho disseste-me: "Faz aquilo que quiseres". Disseste-te perturbada por causa de eu ter ido para a República Checa e eventualmente encontrar-me com uma amiga.

Não quero que me deixes partir, não quero que me digas agora para partir. Mas porque não me disseste, no momento? Pena? Desejo de me manter preso para o caso de correr mal?


Preciso do teu beijo. Preciso de te beijar. De entregar amor. "Faz aquilo que quiseres..."

A ouvir

A buscar conforto em músicas... A passar o tempo, incerto, vago.

Sinto-te. Pressinto-te.

Feliz?

Bright things

1. A luz de Outono, indecisa entre o calor de verão, as chuvas de Novembro, e o frio do dia-a-dia.

2. Champagne Supernova, Oasis.

A little poison

And I think I need...

O momento em que me libertei: a ouvir esta música, a estudar a trabalhar... Julho de 2000. Recebendo toda a confiança de uma professora.

Talvez a partir do mundo possamos recuperar o nosso ser. Lembras-te? Hey?

Hey, where have you been?
If you go, I will surely die.


Nesse momento, estava já morto. Ressuscitei. Contigo. Voltaste a partir. Tive de ir ter contigo. A partir daí, nada foi igual.

Os dias feriados em Portugal.

São os mais angustiantes: Todo o tempo do mundo...

Creio, cada vez mais, que cada dia de silêncio é um dia a mais na tua partida em paz e sossego...

Se pensar bem, só tens razões para ser feliz. E as tristezas resolver-se-ão com um sorriso. Os meus abraços facilmente serão substituídos, e tudo o que sobra para mim é a capacidade de te amar de forma mais total, e de te conhecer como ninguém conhecerá.

E de que me serve isso? O amor não vive de conhecimento. Vive de presença. E se ao longo destes dois anos estive cada vez mais longe, agora acentua-se a distância: cada dia só te recorda que estou longe, até que eu seja apenas uma sombra...


Sei que querias que neste blog escrevesse de forma poética, elevada, total, completa, plena: não consigo. Tudo se reduz a um tremendo nada.

Não me inspiras: tiras-me o fôlego... as última réstia de luz.

O outono está a chegar.

Portugal arde.

Coimbra, Porto, todo o lado.

Em viana do castelo só restam 3 pequenos fogos: suponho que tudo esteja consumido, e apenas reste mato.

O prometido é devido: Estou a deixar-te em paz.

O prometido é de vidro: Não esperaste por mim.

Loop infinito:

"What a Wonderful World" e "Have you ever seen the rain". Pelos Ramones.

Música punk. Não irias gostar. A melodia é dura. Mas alguns sons entram melhor em alguns coracões. O meu precisa de ser acordado, despertado, revoltar-se. Esta é a palavra: apetece fazê-lo revoltar-se.

O meu. Para o teu, têm de ser melodias suaves, moles... a tua alma é rocha de granito.

Será que já escrevi isto aqui?

"Chamo-lhe amor para simplificar. Há palavras assim, que se dizem como calmantes. Palavras usadas em série para nos impedir de pensar. O que existia, existe, entre nós, é uma ciência do desaparecimento. Comecei a desaparecer no dia em que os meus olhos se afundaram nos teus. Agora que os teus olhos se fecharam sei que não voltarás a devolver-me os meus."


Mon dieu, isto é lindo!! Estive mesmo, mesmo, mesmo prestes a escrevê-lo como comment no teu blog. Mas não posso. É algo que manténs secreto.

bla-Dah. Será que tens outro blogue, onde ele te escreva ininterruptamente? Ou o vosso amor é feito de jantares a dois? Essa é a imagem que me vai torturar para o resto da vida...


Sunday, August 14, 2005

Mon dieu

"Chamo-lhe amor para simplificar. Há palavras assim, que se dizem como calmantes. Palavras usadas em série para nos impedir de pensar. O que existia, existe, entre nós, é uma ciência do desaparecimento. Comecei a desaparecer no dia em que os meus olhos se afundaram nos teus. Agora que os teus olhos se fecharam sei que não voltarás a devolver-me os meus."



Tantas pessoas que não chegaste a conhecer... Lembras-te de falar de metafísica quando fui á minha viagem de finalistas? Que saudades...

Vá, "águas de Março" e hoje não me vou importar. Também não tenho assim tanto para contar. Chateei-me com a minha mãe. Imbecilidades, pois claro. Fomos juntos á missa no final do dia, e espero que o que rezamos sirva para pelo menos sossegar a minha mãe, e lhe permitir uma viagem mais descansada. Quanto ao meu descanso e desconforto por estar longe, não o posso apagar. Hoje, estes dias, seriam aqueles em que gostaria de te falar. Mas a "promessa de vida no teu coração" não passa certamente por pensar em ti. Certo? Conto que seja. Quanto mais penso, mais te vejo feliz e concretizada. Não se apaga este desconforto de pensar que só eu te posso fazer plenamente feliz, mas é provavelmente só egoísmo...

"And I went crazy again today, looking for a strand to climb
Looking for a little hope"


Saturday, August 13, 2005

Isto

De ficar acordado até tarde, é gravoso.

Lembrei-me agora que já uma vez me escreveste depressa, antes de ir fazer o jantar. Como posso ser tão estúpido?

Mas ao menos, podias ter a decência de me dizeres que descobriste que o amas... Se calhar vais ter. E eu vou-me arrepender deste lamento.

Férias felizes. As minhas estão prestes a acabar. São as da minha mãe. Espero que não terminem intempestivamente. Voltei a rezar, para que não... Está-me a fazer bem: ler. Mas

Hoje acordei e senti-me sozinho
Um barco sem vela
Um corpo sem linho.
Amanheci e vesti-me de preto,
Um gesto cansado
O olhar no deserto.

Quando todos vao dormir
é mais fácil desistir.
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar.

Eu não quero ser
a luz que já não sou,
Não quero ser primeiro
Sou o tempo que acabou.
Eu não quero ser
As lágrimas que vês,
Não quero ser primeiro
Sou um barco nas marés.

Adormeci
Sem te ter a meu lado,
Um corpo sem alma
Guitarra sem fado.
Um sonho na noite
E olhei-me ao espelho,
Umas mãos de criança
Num rosto de velho.

Quando todos vão dormir
é mais fácil desistir,
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar.

Há quem tenha razão...

Já durmo menos atribulado. As histórias confusas, e almas gémeas estão sempre presentes.

E o que é uma alma gémea? Alguém que está inequivocamente presente e nos faz sorrir, mas que não apetece beijar. E com quem estamos bem por não sentirmos um tremendo desejo de passar horas e horas a contemplar...

Pois bem, as almas gémeas fazem-nos sorrir, dizia eu. E fazem também parte das histórias complexas: Peguei num bando de conhecidos, e usei-os para irem cantar á alma gémea. Repara agora bem no encadear:
- A Florentina esteve num acampamento com algumas pessoas que estiveram no Roverway.
- Essas pessoas lembraram-se de um bando de tipos de lenços ao vento (no qual se incluia uma rapariga) que lhe foram fazer passar uma vergonha, cantando-lhe a meio de uma reunião de grupo.
- Essas pessoas eram velhas conhecidas de uns dias passados numa certa casa de Verão, onde foram pedir uma bola de futebol.
- Do outro lado estavas tu e eu. Não me lembro quando. E daí... Não me quero talvez lembrar. Não sei. Je sais pas.

É simplesmente curioso.

Surgem na mente

Perguntas, questões, dúvidas. Que julgo repetirem-se, mas que, se repito é por serem realmente significativas. Terem significância, ou significado? Não imagino. 2 anos é muito e o tempo do liceu e dos silogismos está ainda mais longe.

Se estiveste 6 meses com alguém que não amavas, e mesmo assim precisei de ser eu a voltar para ti, desde quando me amavas? Qual foi o momento que te levou a ficar para sempre ligada? Se hoje em dia alguma coisa sentes, só vejo duas possibilidades:
- Ou acabou, e estás só á espera do momento em que digas que o amas (que, sei bem, será um momento mais físico e real do que simplesmente um sentimento)
- Ou ele te deixa.

Não sei porque me veio esta dúvida súbita. Se calhar devia colocá-la bem vísivel, para a veres bem. Mas queres estar em paz... E de qualquer modo, se ele te deixar, acredito que será só depois de saberes que o amas. E nesse momento, a tua vida estará centrada nele. E não voltas para mim. Ou então sentir-me-ei sempre segunda escolha.

Teorizares sobre a necessidade de te deixar em paz para descobrires os teus verdadeiros sentimentos levou a isto: independentemente do que aconteça, desde 30 de Junho de 2005 serei sempre segunda escolha. Para ser franco, creio que desde Setembro de 2000 sou segunda escolha. E essa dúvida ainda terás de a matar.

Entretanto, estou a precisar imenso de te falar. Repete-se vezes demais, a vida. Há 3 anos, sofri em Agosto pela mesma razão que vou sofrer... E por muita coragem que tenha, custa, e dói. Acho que nesse longínquo ano de 2002 não chegaste sequer a ler a carta que te escrevi na passagem de ano. A explicar-te, a fazer-te compreender. E nem me lembro bem do que escrevi: mas recordo-me do que queria dizer.

Entretanto, mesmo precisando imenso de te falar, compreendo que tenha de viver sozinho. Mas porque porra não me fizeste viver sozinho logo em 2000? Porquê obrigar-me a este suplício? Acho que porque eu quis. Sempre consegui o que quis, até hoje.

As estrelas na rotunda de St. Genis continuam lindas... E não deixo de pensar que as irás conhecer só muito mais tarde :(


Vou perdendo, a cada dia mais uma costela. Estes costumam ser momentos muito decisivos da minha vida. Aqueles que verdadeiramente provocam mudanças. Talvez esteja prestes a mudar...



PS: Não imaginas o sacríficio que acabo de fazer para não meter isto no teu blog... tão abandonado que está. Não percebo como nem uma flor lá aparece...

Won't you come see about me
I'll be alone, dancing - you know it Baby
Tell me your troubles and doubts
Giving me everything inside and out
Love's strange - so real in the dark
Think of the tender things
That we were working on
Slow change may pull us apart
When the light gets into your heart, Baby

Don't you forget about me
Don't, don't, don't, don't
Don't you forget about me
Will you stand above me
Look my way, never love me
Rain keeps falling
Rain keeps falling
Down, down, down
Will you recognize me
Call my name or walk on by
Rain keeps falling
Rain keeps falling
Down, down, down

Don't you try and pretend
It's my beginning
We'll win in the end
I won't harm you
Or touch your defenses
Vanity, insecurity

Don't you forget about me
I'll be alone, dancing - you know it, Baby
Going to take you apart
I'll put us back together at heart, Baby
Don't you forget about me
Don't, don't, don't, don't
Don't you forget about me

As you walk on by
Will you call my name
As you walk on by
Will you call my name
When you walk away

Oh, will you walk away
Will walk away
Oh, call my name
Will you call my name

Num instantinho

Reparo que ultimamente, quando falas comigo, estás sempre com minha pressa.

É só constatar um facto: Um mail enviado com pressa, um beijinho ainda mais apressado. Para onde corres?

Continuam as músicas

"Son of a Preacher man..." Dusty Springfield.

Estou a descobrir todo um mundo de música. Sei que gostas de umas e não de outras. Não sei se ainda gostas do que gostavas. "Dois anos foi há tanto tempo, as pessoas crescem." Se calhar, mudaste. E somos diferentes.

Agora, Bob Dylan: "Stuck in the middle with you". Esta sequência é bonita: são músicas que usam muito guitarra, e um ritmo sincopado lindo... Noutras alturas não gostarias das duas. Eu acho que seria uma música de fundo por volta das 22h da noite, depois de um jantar cedo, e...

E vou deixar de sonhar. Sei que me deste um beijinho rápido na bochecha. E com um sorriso já a fugir para outros braços...

Apetecia-me dizer

Que para dares um olá rápido, mais valia não o ter feito.

Que pouco me interessava saber se estava tudo bem por aí.

Que não percebo porquê ser tão simpática se estás tão longe... Longe da vista e longe do coração.

O único problema é ter estado toda a semana a pensar num e-mail que mandaste na segunda-feira. O único problema é estar o resto da semana a pensar no olá que acabaste de me dizer.

Bem, felizmente estou feliz no trabalho. E a Tina Turner não me deixa, para já, estar triste. "You must understand how the touch of your hand / Makes my pulse react / That it's only the thrill of boy meeting girl (...) What's love got to do, got to do with it / What's love but a second hand emotion / What's love got to do, got to do with it / Who needs a heart when a heart can be broken"

O Sting também está a cantar agora:
Since you’ve gone I been lost without a trace
I dream at night I can only see your face
I look around but it’s you I can’t replace
I feel so cold and I long for your embrace
I keep crying baby, baby, please...

Oh, can’t you see
You belong to me
How my poor heart aches
With every breath you take


Friday, August 12, 2005

Ele, sem ela não é ninguém

Agora são os Entre-Aspas que cantam.

Há alguns anos era a Madalena Iglésias.

A letra continua sempre presente.


Mas as músicas que são minhas podem muito bem ser tuas. E não nossas. Não houve tempo para te falar de todas...

The answer, my friend, is blowin' in the wind

Lots of questions, answers all blowin' in the wind...

Butterflies

E o que não ouvi durante estes dois anos:

If you want me, baby,
You just got to let me know, let me know
If you want me, baby,
You just got to let me know, let me know

Don’t go chasing after butterflies
When everything you want is right here by your side
Don’t go chasing after butterflies
When everything you want is right here by your side

Why don’t you lower your defense
There’s no more room for walls or fences
Why don’t you lower your defense
There’s no more room for walls or fences

Well the first time that I saw you
I felt something inside that I couldn’t hide
Well the first time that I saw you
I felt something inside I couldn’t hide
Well the first time that I saw you
I felt something inside I couldn’t hide
Well the first time that I saw you
I felt something inside I couldn’t hide



Who are you really, and what were you before?
It's been a long time.

Lonestar

Ao longo de dois anos, o que andei eu a pensar sobre ti?

Era isto:

Lonestar where are you out tonight?
This feeling I'm trying to fight
It's dark and I think that I would give anything
For you to shine down on me

How far you are I just don't know
The distance I'm willing to go
I pick up a stone that I cast to the sky
Hoping for some kind of sign


Mas de nada serve o passado. Embora o presente e o futuro sejam iguais: "It's dark and I think that I would give anything / For you to shine down on me."

Ontem, no escuro mais imenso voltei a ver o caminho de Santiago. Desenhado no céu. Estou a precisar de voltar a dormir sob o rasto de satélites...


Thursday, August 11, 2005

O que dizer em Setembro

O que acho que vou dizer em Setembro. A primeira de uma série que não chega a existir. O que me apetecia dizer já agora:

- "Podias, pelo menos, ter tido a delicadeza de me dizer que já o amas."

Pois é, o medo da resposta que me vais dar é tremendo. Porque continuarei com espasmos. Afinal não é apenas reflexivo: todos os sentidos estão mortos, mas não consigo deixar de sonhar.


Adenda imediata: Cold, cold heart. Ele até te poderia cantar esta música... Mas eu tornei-a minha e não devia. E não é para ti. Não importa. Também me roubou o Sérgio Godinho para te falar.

Sinto-me

Galinha sem cabeca.

Sapo na pilha de Voltaire.

Sinto-me reflexivo: a escrever sobre um amor já morto. Só não podemos saber se as galinhas e os sapos têm, como eu, essa consciência. Se reagem para lutarem pela vida, ou se é mesmo só reflexo.

Qualquer que seja a resposta, a verdade é apenas uma: não há hipótese de sobreviver.

Lembro-me, de repente, de um passeio no Europarque: mais um espasmo. E depois, o silêncio.

As miragens são angustiantes

Mas insistimos em querer vê-las: no final, vamos morrer de sede quer se corra para lá ou não. Na realidade, continuamos, sempre, num deserto: sem saber para onde ir.

Já não precisas de mim.

Nesta frase encerra-se tudo.

Se te falar, já não sentes.

Se não te falar, podes viver sem sentir. Para ti, nada mudou... continuo longe, e tu para mais longe foste. Escusavas de ter deixado ficar um holograma.

Revelacões

Pergunto-me o que sucederá quando me revelar tudo o que tenho escrito aqui, oculto.

Mais do que preocupado com o que irás pensar, estou preocupado pelo meu nível de demência. Não sei onde estás, como estás, com quem estás. E embora já tenha pensado nisso dias, semanas a fio, (meses e anos, se pensarmos quando não sabia, mas em que me obrigava a não o fazer), não consigo deixar de persistir nesta tortura.

O que me perturba agora é tão só a ausência, o silêncio. Se é duro quando não tens tempo, e arranjas uns minutos para mim (embora apenas para dizer que já não te perturbo), mais dramático se torna em férias, quando descobres que debaixo de um sol radioso és mais feliz.

Esta minha impotência para te fazer feliz deixa-me arrasado... tal e qual como um desportista que trabalha nesse sentido, mas não tens os genes apropriados. Tal e qual como um cego que não consegue ver. Há coisas que nos ultrapassam. Há coisas de que outros são capazes.


Disseram-me, disseste-me, que ele te faz sorrir. Sempre a dizer-me que tinhas medo que as outras me fizessem sorrir. Mas eu é que nunca o fazia... apenas te despertei sorrisos cansados.


Wednesday, August 10, 2005

Love me tender

É preciso mais do que o título?

Posso dizer: "Tell me you're mine"...

PS: ás vezes fico a pensar que a ilusão de precisares de viver em paz para voltares para mim por gostares de mim, e não por eu provocar o teu regresso não é nenhuma ilusão. É simplesmente uma maneira carinhosa, uma forma doce de me matares. Ás vezes, fico a pensar que ao criares-me a ilusão de que seria capaz de acabar com o teu amor, só me dizes claramente que para ti, não sou nada: apenas ilusão.

E depois de ps's, o que resta? Ilusão? Love me true, e onde está a verdade? "I did it my way..." Pelos vistos, muito mal.

Coisas que se dizem...

Quando dou comigo a pensar em nada. Na verdade, é uma pergunta:

Se já foi há tanto tempo, e não te lembras dos meus beijos, porque é que eles continuam a arder nos meus lábios.

E ia a dizer que estava a pensar que afinal estou a pensar que estavas nos braços de outro, mas interrompi a escrita porque estou outra vez a ouvir o Unchained Melody. E não acredito (para meu mal) que estás... se calhar não quero acreditar, sabendo melhor do que ninguém que estás com ele.

"Wait for me / my love / my darling / I hunger for your kiss..."
Bastava uma palavra... e um sorriso. Um. Eu precisei de muitas.

Uma viagem.

Linda.

A cada passo, lembro-me que estarias também na suiça alemã. Algo quis que não se proporcionasse. E que outras oportunidades te surgissem.

Tento alhear-me. No entanto, não posso. Tanta beleza natural não se coaduna com esquecer-te. Acho que a beleza não se substitui: adiciona-se. O todo é maior que a soma das partes, diz-se... Tu, a tomar o chocolate quente, comigo. Junto ao lago, sereno, calmo, tranquilo, intacto. A falar, a olhar, a amar.

Foram três dias esplêndidos, mas com as saudades que não queria. E sem sofrer a agrura que desejava: A minha mãe a queixar-se da tua ausência, julgo que me ajudaria a partir. Talvez "it is not meant to be... yet." Talvez tenha de sofrer muito mais.

Cheguei a casa. Já ultrapassada estava a tua mensagem inocente. Seria o mail também inocente? Tudo aponta para que sim. Mas tenho de o ler. E tenho que descortinar que a mensagem é intencional: desejaste os parabéns á minha mãe, e quiseste ter a certeza que tinha chegado. O meu desejo de subterfúgios esmaga-se contra toda a hombridade nas relações humanas do povo das montanhas que visitei: não existe tal coisa. O subtefúrgio. Os mal-entendidos. O obscuro. Tudo, simplesmente, é.

E portanto volto á realidade imposta pela minha mente: Disseste-me que ias de férias para a Figueira. Não percebi porquê ou com quem. Provavelmente, provavelmente, o que ultrapassaste, ultrapassaste em pleno. Como me disseste na última fatídica noite em que falamos, já falas comigo sem problema, porque sabes no dia seguinte quem amas. E mesmo enquanto conversas, já não te desperta nenhum sentimento. Portanto, a minha mente diz-me que estavas a escrever um mail á pressa para partir. Por um lado, escreveste o mail. Por outro, estavas com pressa. De repente sinto-me Bocage: Locus horrendus. Um antero de quental, desesperado.


A viagem correu bem. Alguém me disse, creio que o disse recentemente (Já nem sei se o que escrevo está bem, ou o que escrevi, porque não o vejo)... Tenho de gostar de estar sozinho, encontrar razões para viver. Encontrei muitas. Muitas. Que só me fizeram pensar mais em querer vivê-las contigo.

Acima de tudo, encontrei paz. Em cada lago, em cada vale profundo. E a paz, não a posso partilhar. Tenho de a dar.

Para viveres em paz.


Sunday, August 07, 2005

But I keep talking...

I don’t wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
You’ve come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all......


You took it all. You risked in the right moments, I took the wrong ones. A minha mãe veio-me visitar. Tropecei no teu nome quando ela me pediu para enviar uma mensagem para a minha tia.

Que interessa? O Marão está já desprovido de verde, tens lume, chamas, paixão incendiária mais a sul...

Ser feliz sozinho.

Sugestão sensata. Vai contra tudo aquilo em que acredito. Tudo aquilo que te terá feito amar-me. De qualquer modo, agora amas outro. Quando a tua semana na figueira da foz ainda nem começou. Espero que estejas Feliz. Acho que pensaste mais em ti antes de mim, e que me devia ter protegido igualmente... Comecei a ser egoísta tarde demais.

Pela frente, uma semana de felicidade com alguém. Vou aproveitar tudo, o mais que posso. A minha mãe chega dentro de umas horas. A Teresa, Babi e Diana partem antes. Despeço-me da Tânia logo depois. Felizmente, terei uma ocupação plena. A família ocupar-me-á todo o pensamento. Se bem que vás surgir vezes de mais...

Vezes de mais, até que consiga ser feliz sozinho.


Friday, August 05, 2005

Os dias de sol

São os piores: tanta luz faz-me lembrar os dias felizes.

E nem o Monte Branco me faz esquecer-te: só ao final da tarde, quando o sol se põe, e reflecte os raios que demoram 8 minutos a chegar ao nosso planeta. Mas por essa altura, já devem ter chegado as nuvens.


Thursday, August 04, 2005

Assustador...

Tudo, tudo, me tenta afastar de ti.

Todos os gestos resultam em nada: depois de te mandar por correio uma encomenda para que a visses em Quiaios (um filme, e umas cartas nada lamechas, a apelar a amizade, recebi de volta, devolvido, o envelope...

Tinha sido enviado por correio azul, esqueci-me de colocar o número 5: Rua Manuel Bento, -5-.


Um mero 5 fez a encomenda regressar. Neste próximo fim-de-semana, segundo o que me tinhas dito, vais para a figueira, "alugaste" a casa á Inês. E pronto, acho que não vale a pena forcar "what is not meant to be"...

A carta seguirá para Coimbra, completamente despropositada de sentido. Mais uma licão: tenho mesmo de andar mais concentrado. Senão continuarás uma sombra.

Não sei se já te disse, a Inês respondeu-me finalmente ao e-mail que lhe tinha enviado. Foi não tão mau como eu pensava, o que é ainda pior para as minhas certezas: estás a afastar-te, e tudo o que te devo e posso dar apenas te afastará ainda mais.


(E só penso e repenso noutro dia como no castelo da Feira...)


Wednesday, August 03, 2005

Apercebi-me

Ontem á noite, que não te escrevi ontem! Por muito que tenha pensado, estive absorto no trabalho, ocupado a pensar na visita da minha mãe, embrenhado na conversa com um conselheiro português na ONU e sua esposa, a matar saudades antecipadas de três aconchegos para o meu coracão nas últimas semanas... Fizeram-me parar. Não reflectir, isso já eu fazia, mas parar. Ter actividade. Recordar que sou alguém bom.

Larguei os escritos no "diário". Por pura preguica, e porque se calhar, não tenho assim tanto para dizer: o Harry Potter absorveu-me, e a história acaba de uma forma tão imprevista, tão contrária ao que eu desejava, e ao mesmo tempo tão esperancosa, que acalmei. O segundo aspecto para te escrever.

No Sábado, disse não. Talvez por isso: Finalmente, a seguranca de saber o que quero. Agora, não aceitarei o que vier com sofrimento (o que estou a dizer pode não vir a ser verdade, é só consequência do estado da minha alma presente). Aceitarei com resignacão. Não estou confiante, mas estou sereno.

Foi o que a Inês me disse: a gota de água. Tenho de estar sereno, tenho de te deixar viver. E espero que ela tenha razão: Que não me tenhas já esquecido. Acredito que não. Mas não acredito que voltes para mim... As nuvens continuam a rondar Genéve.


E vou trabalhar... Já te disse que voltei a conseguir trabalhar? Ah! E queria tanto contar-te da esperanca que tenho na empresa que estamos a planificar/criar! Prefixo... Depois eu conto.

A minha história é simples.
A tua, meu Amor,
é bem mais simples ainda:

"Era uma vez uma flor.
Nasceu à beira de um Poeta..."

Vês como é simples e linda?

(O resto conto depois;
mas tão a sós, tão de manso
que só escutemos os dois).


Monday, August 01, 2005

Too much too soon

I WON'T FORGET YOU.

I KNOW THAT I WON'T FORGET YOU
FOR I'VE LOVED YOU TOO MUCH FOR TOO LONG
THOUGH YOU DON'T WANT ME NOW
I'LL STILL LOVE YOU
'TIL THE BREATH IN MY BODY HAS GONE

THAT'S HOW IT IS WITH ME
AND YOU'LL ALWAYS BE
THE ONLY LOVE I EVER KNEW
I'LL FORGET MANY THINGS IN MY LIFE TIME
BUT MY DARLING I WON'T FORGET YOU

THAT'S HOW IT IS WITH ME
AND YOU'LL ALWAYS BE
THE ONLY LOVE I EVER KNEW
I'LL FORGET MANY THINGS IN MY LIFE TIME
BUT MY DARLING I WON'T FORGET YOU.

Um entre muitos.

Envias-me um e-mail. Dos que eu detesto receber, que apelam ao absurdo, apenas para conseguir recolher o e-mail. Verdadeiro Spam.

Eu, escolhido entre todos os teus amigos para ser um dos 18 contemplados. Eu, um mero amigo. Eu, nada mais que um entre tantos...

Não vieste desta vez ler o meu blogue. Presumo que incomodada por eu ter dito que me tinhas mentido quando disseste que não o estavas a ler... Não interessa essa mentira, percebes? Queria que continuasses a ler, embora apenas me criasse a ilusão de que o querias ler por mais do que saber que palavras estavam escritas. Queria que continuasses a ler, por precisares das minhas palavras de amor!

Tenho-as escrito... embora te iludam talvez. De qualquer modo, não te interessam. São palavras vãs.

Suponho que tenhas regressado a Coimbra. Não sei porquê. Imagina o que me tortura a imaginacão.

Tudo por ser agora nada mais que um entre muitos...